OPaís
Ouça Rádio+
Sex, 1 Mai 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Preconceito linguístico em relação à fala da população rural angolana

Jornal Opais por Jornal Opais
12 de Setembro, 2024
Em Opinião

Angola é um país rico em variedade cultural e linguística, além do português, Angola possui um vasto patrimônio de línguas nacionais, cada uma ligada a um grupo étnico específico.

Poderão também interessar-lhe...

A ocupação do quarteirão e a contextualização da soberania

Imunização: um compromisso colectivo para proteger vidas

Carta do leitor: Guerra não é uma coisa boa…

As principais línguas nacionais são: Kimbundu: Falada principalmente na região central de Angola, em torno de Luanda, Umbundu: Falada no centro-sul do país, sendo a segunda língua mais falada após o português, Kikongo: Predominante no norte de Angola, com diversas variantes, Tchokwe: Falada no leste de Angola., Mbunda: Falada no sul de Angola, Kwanyama: Falada no sul de Angola, principalmente na província de Cunene.

Somam-se a estas Outras línguas também faladas em Angola, como o nganguela nhaneca e várias línguas khoisan. O preconceito linguístico é um problema social profundamente enraizado em muitas sociedades, incluindo Angola.

No contexto angolano, a relação entre a língua portuguesa, considerada a língua oficial, e as diversas variedades linguísticas faladas nas áreas rurais é marcada por um histórico de desigualdades e discriminação.

As raízes do preconceito linguístico remontam ao período colonial, onde se impôs a língua portuguesa como instrumento de dominação, desvalorizando as línguas nativas e as variedades linguísticas locais, por outra a valorização excessiva do padrão culto da língua portuguesa, aprendido nas escolas e utilizado nos meios de comunicação, contribui para a marginalização das formas de falar mais populares e menos formalizadas.

A associação da fala rural à falta de educação, à ignorância e à inferioridade social reforça o preconceito linguístico. Frequentemente pessoas com substrato linguístico africano tendem a ser encaradas como merecedoras de menor atenção quando comparadas a pessoas que usam a norma padrão do português.

Dizia um antigo professor meu o seguinte: “Falo tão bem o português quanto um português fala o Umbundo ou kimbundo”.

Diante deste quadro surgem implicações cujas consequências não podem e nem devem ser negligenciadas, pois o preconceito linguístico gera:

• Dificuldade de acesso a serviços: Pessoas que falam variedades linguísticas não padroniza- das podem enfrentar dificuldades em acessar serviços públicos, como saúde e educação, devido à exigência do uso da língua portuguesa padrão.

• Baixa autoestima: O preconceito linguístico pode afetar a autoestima das pessoas, levando- as a se sentirem inferiorizadas e a terem dificuldades para se expressar em situações formais.

• Perda da diversidade linguística: O preconceito linguístico pode levar à perda da diversidade linguística, com o desaparecimento de línguas e variedades linguísticas minoritárias. Faz-se necessário um olhar crítico sobre estes aspectos que se vão desenrolando dentro do nosso teatro social e psicológico. É preciso encontrar caminhos para a solução deste mal silencioso que afecta diversas pessoas.

É fundamental reconhecer e valorizar a riqueza e a diversidade das línguas e variedades linguísticas faladas em Angola. As escolas devem promover uma educação linguística que valorize a língua materna dos alunos e que os prepare para usar a língua portuguesa de forma adequada em diferentes contextos.

É preciso promover campanhas de sensibilização para combater o preconceito linguístico e para mostrar que todas as variedades linguísticas são válidas.É importante promover o uso da língua portuguesa em diferentes contextos, incluindo os meios de comunicação, para que ela se torne mais acessível a todos.

Em suma, o preconceito linguístico em relação à fala da população rural angolana é um problema complexo com raízes históricas e sociais profundas. Para superá-lo, é necessário um esforço conjunto de toda a sociedade, com o objectivo de valorizar a diversidade linguística e promover a inclusão social.

POR: MARIANO DE JESUS

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

A ocupação do quarteirão e a contextualização da soberania

por Jornal OPaís
30 de Abril, 2026

Soberania não é uma palavra grande para caber em discursos pequenos. É, no fundo, a arte — e a responsabilidade...

Ler maisDetails

Imunização: um compromisso colectivo para proteger vidas

por Jornal OPaís
30 de Abril, 2026

Todos os anos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) promove a Semana da Imunização, assinalada entre os dias 24 e...

Ler maisDetails

Carta do leitor: Guerra não é uma coisa boa…

por Jornal OPaís
30 de Abril, 2026
DR

Ilustre coordenador do jornal OPAÍS, votos de uma boa Quinta-feira. Precisamos entender que a história nos ensina que a guerra...

Ler maisDetails

É de hoje…Xenofobia na África do Sul

por Dani Costa
30 de Abril, 2026

Quem viveu ao longo dos anos em que o apartheid predominava na África do Sul é impossível não tecer quaisquer...

Ler maisDetails

Viagem Apostólica do Papa Lão XIV a Angola

Virgílio Pinto

Amontoados de lixo “engolem” Zango e aceleram propagação de casos de malária em Icolo e Bengo

1 de Maio, 2026
DR

Os beneficiários dos 300 milhões de kwanzas supostamente desviados pela ex-ministra das Pescas

1 de Maio, 2026
CARLOS MOCO

Médico Adiano Manuel: “A partir da altura em que se começou a politizar o processo de formação no sector da saúde, regredimos do ponto de vista da qualidade”

1 de Maio, 2026

Libertação espiritual é usada como pretexto por parte de supostos pastores para abuso sexual na Huíla

1 de Maio, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.