Embora seja um acto veemente abominável aos olhos da religião, sobretudo cristã, os abusos sexuais praticados por pastores em igrejas começam a tornar-se num acontecimento cada vez mais frequente. Uma investigação feita por este jornal, na província da Huíla, permitiu constatar, por parte das vítimas, que a libertação é um pretexto usado pelos apregoadores sempre que pretendem se envolver sexualmente com uma fiel
Semanalmente, são reportados entre quatro e oito casos de abuso sexual na Huíla, sendo que, nos últimos tempos, os casos têm vindo a ganhar contornos alarmantes para a preocupação das autoridades e da sociedade em geral, que esperavam das igrejas comportamentos irrepreensíveis.
Só em Abril do ano em curso, mês dedicado à juventude angolana, foram registados dois casos de abuso sexual, supostamente praticados por líderes religiosos, ocorridos nos municípios do Lubango e Palanca, respectivamente. No Lubango, o caso ocorreu no bairro da Lalula, onde um homem, de 22 anos de idade, terá abusado sexualmente de uma menor de 16 anos. A igreja que devia impactar os fiéis com a fé, dado o facto do templo ser denominado “Impacto da Fé”, afectou a menor de outra maneira, negativamente.
De acordo com o Serviço de Investigação Criminal (SIC), que falava durante a apresentação pública do acusado, o pretex- to usado pelo líder religioso para se envolver sexualmente com a adolescente é o de que esta era portadora do vírus do VIH e por isso precisava de recorrer a certas práticas para o livramento, tal como o “espírito lhe revelara”, contou. A suposta revelação, que era envolver-se sexualmente com o pastor, não foi bem acolhida pela vítima, que foi abusada à força no interior do templo, contou Segunda Quitumba, porta-voz do SIC na Huíla.
POR: João Katombela, na Huíla
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