Uma cidadã angolana, de 42 anos, foi detida na tarde desta quarta-feira (29), no município do Cabiri, província do Icolo e Bengo, suspeita de protagonizar um esquema de burla qualificada que lesou dezenas de jovens em mais de 10 milhões de kwanzas.
De acordo com o porta-voz do Comando Provincial da Polícia Nacional no Icolo e Bengo, intendente Euler Matari, a mulher é acusada de enganar mais de 50 cidadãos, com idades entre 19 e 35 anos, provenientes de Luanda e de províncias do sul do país.
A suspeita prometia facilitar o ingresso na Polícia Nacional em troca de quantias que variavam entre 300 mil e mais de um milhão de kwanzas por pessoa.
A detenção ocorreu na via pública, nas imediações da Centralidade do 44, após uma denúncia anónima. A informação dava conta da presença de cerca de dez jovens hospedados num quarto de uma hospedaria, onde alguns aguardavam há mais de dois meses por um suposto encaminhamento ao Centro de Formação Policial, na província de Benguela.
As autoridades revelaram ainda que esta não é a primeira vez que a suspeita se envolve em práticas do género. Em 2024, terá fugido de Luanda para o Huambo, onde chegou a ser detida, mas acabou libertada sob Termo de Identidade e Residência. Posteriormente, deslocou-se para o Icolo e Bengo, fixando residência no município do Cabiri, onde terá retomado as actividades fraudulentas.
Perante o caso, o intendente Euler Matari reforçou que o ingresso na Polícia Nacional é feito exclusivamente por via de concurso público e sem qualquer custo para os candidatos.
O responsável alertou ainda a população para não entregar dinheiro a terceiros com promessas de facilitação de ingresso em instituições públicas, sob risco de se tornarem vítimas de burla.









