João Lourenço vai a Benguela, vai trabalhar. E faz o Senhor Presidente muito bem. Há por lá muitos problemas, sobretudo para os jovens, que não conseguem empregos, ficam sem escola, apesar de a província ser beneficiária há anos de boas maquias do Orçamento Geral do Estado e ter um porto, um caminho de ferro, de estar ligada à capital do país por uma estrada e ter uma classe empresarial acutilante, mas restrita. Aliás, o maior problema de Benguela, é preciso assumir, pode estar justamente na sua classe empresarial, mais ocupada em ser rica do que a criar e a distribuir riqueza, mais agarrada a um pretenso elitismo do que a abrir-se para o que deveria ser o seu verdadeiro papel social. E mais empenhada a tombar governadores do que a ser progressista. É preciso que o Presidente, se quiser desenvolver o país, quebre as muralhas em que se barricadaram as elites económicas menos produtivas do país e democratise a economia. Sem isso, o melhor é esquecer.
Em muitas sociedades africanas, incluindo Angola, tradição e fé caminham lado a lado, por vezes em harmonia, por vezes em...
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