“quando os nossos avós partiram para as lutas de libertação, muitos sabiam que talvez nunca mais regressassem às suas famílias. Sabiam que muitos deles poderiam tombar sem ver a independência ou desfrutar da liberdade pela qual combatiam e que profundamente desejavam. Ainda assim, lutaram.
Então, por que lutaram?” Foi com esta in quietação filosófica que o Profes sor Luís Kandjimbo (2025), filósofo e ensaísta angolano, interpelou os estudantes numa das sessões do módulo de Filosofia Africana. À primeira vista, a resposta parecia simples: lutaram pela independência.
Contudo, todos nós sabíamos que, quando o Profes sor Kandjimbo lançava essas provocações, o seu propósito era conduzir-nos para além da superfície dos acontecimentos, levando-nos a perscrutar os fundamentos mais profundos da questão.
Por isso, embora correcta, a respos ta permanecia circunscrita à dimensão mais visível do problema, pois captava apenas a manifestação política de uma realidade mais profunda. Na verdade, a independência constituiu apenas a expressão política de uma aspiração civilizacional mais ampla.
Segundo o Profes sor Luís Kandjimbo (2025), aqueles homens e mulheres não lutavam apenas para libertar os seus contemporâneos, mas também para abrir horizontes de possibilidade às gerações que ainda estavam por vir, permitindo que os seus filhos, netos e bisnetos habitassem uma África mais livre, mais justa e mais capaz de determinar o seu próprio destino histórico.
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Por: CARLOS PIMENTEL LOPES








