A Rede Nacional de Transporte de Electricidade (RNT-EP) e a REN (Redes Energéticas Nacionais) assinaram, nesta terça-feira, 28, em Portugal, um protocolo de intercâmbio com vista à partilha de experiência e o reforço das boas práticas de gestão.
A assinatura do documento marcou o ponto central da visita da delegação da RNT-EP ao país europeu, liderada pelo presidente do Conselho de Administração, Rui Gourgel.
Segundo uma nota de imprensa da instituição, a que OPAÍS teve acesso, o programa do dia teve início às 10h00, com um encontro de cortesia na Embaixada de Angola em Portugal, onde a comitiva foi recebida pela embaixadora Maria de Jesus dos Reis Ferreira. No período da tarde, às 15h00, decorreu a cerimónia de assinatura do protocolo na sede da REN.
O acordo estabelece um quadro de cooperação focado na eficiência operativa, com destaque para a operação remota do despacho, a gestão estratégica e a capacitação de quadros técnicos.
Na segunda-feira, a delegação da RNT-EP realizou uma jornada técnica dedicada à operação e gestão do sistema eléctrico de forma remota.
A visita às infraestruturas da congénere portuguesa permitiu efectuar um diagnóstico comparativo sobre os processos de monitorização e controlo da rede de transporte de electricidade.
Segundo as conclusões da jornada, a RNT-EP mantém o cronograma de implementação das medidas necessárias para a transição rumo a um despacho centralizado.
A adopção do controlo remoto é considerada uma etapa essencial para garantir a estabilidade e a segurança do Sistema Eléctrico Nacional, seguindo padrões tecnológicos internacionais, em benefício da gestão do mercado e do negócio de compra e venda de electricidade.
A parceria com a REN permitirá à RNT-EP aceder à experiência acumulada da operadora portuguesa, que gere uma rede de 10 mil quilómetros de linhas de transporte de electricidade (150, 220 e 400 kV) e uma capacidade instalada de 24 gigawatts.
Entre os principais benefícios do intercâmbio destacam-se a optimização do SCADA, com reforço das competências no sistema de gestão de dados e supervisão, a qualificação de recursos humanos, através do acesso a modelos de gestão de equipas técnicas especializadas, e a integração regional, com a partilha de conhecimento sobre gestão do mercado de electricidade e interligações fronteiriças.









