Nos últimos tempos, torna-se cada vez mais evidente uma preocupante fragmentação na sociedade angolana. A divisão instala-se de forma silenciosa, mas persistente, alimentada por diferenças ideológicas, disputas partidárias, crenças religiosas, inveja, ciúmes e outros fatores que, longe de contribuir para o crescimento coletivo, travam o progresso e fragilizam o tecido social.
Angola já conheceu momentos em que a união era um valor central. As famílias desempenha vam um papel determinante na formação moral dos seus membros, transmitindo princípios como respeito, solidariedade e sentido de comunidade.
Havia divergências, sim, mas prevalecia a capacidade de convivência e de diálogo. Esse espírito, hoje, parece diluir-se perante um individualismo crescente e uma cultura de confronto que se instala em vários espaços da vida pública e privada.
Por: JORGE MADEIRA









