Na análise das relações internacionais contemporâneas, um dos fenómenos mais relevantes reside na forma como as decisões estratégicas tomadas ao nível das altas lideranças dos Estados acabam por produzir efeitos sociais e humanos que ultrapassam a esfera estritamente diplomática.
Chefes de Estado, governos e elites políticas estabelecem acordos formais de cooperação económica, tecnológica e política; contudo, são frequentemente as populações, os estudantes, os comerciantes e os profissionais que conferem densidade humana a essas relações, transformando pactos intergovernamentais em vínculos sociais duradouros.
A relação entre Angola e a Chi na constitui um exemplo elucidativo deste processo, no qual a diplomacia de Estado abre caminhos institucionais que mais tarde são ocupados por fluxos humanos, redes económicas informais e formas espontâneas de convivência intercultural.
Por: EDMUNDO GUNZA









