Foi um dos vídeos mais vistos nos últimos dias. De forma viral, foram vários os cidadãos que o disseminaram, havendo, inclusive, quem endeusasse os dois jovens que se faziam transportar numa motorizada e não quiseram parar depois de autuados por dois efectivos da Unidade de Rádio Patrulha no Cunene. Apesar da perseguição, sob suspeitas de estarem a contrabandear combustível, os jovens não quiseram parar a motorizada.
De forma displicente, um deles não se coibiu de agredir um dos agentes da Polícia, e os dois estiveram na base da queda de um outro que acabou hospitalizado.
A agressão em si já é um acto desprezível e condenado. Pior ainda é agredir um agente da Polícia, sobretudo num momento em que se poderia olhar sem quaisquer esforços e perceber que a mercadoria que levavam não poderia ser transportada com aquele meio.
Nem mesmo nas sociedades tidas como centenárias em termos de direitos e liberdades, como os Estados Unidos, são admitidas situações como aquelas que vimos. Não é em vão que, em muitos casos, vemos até situações em que se tomam medidas mais drásticas pelos agentes quando confrontados.
Da imagem de valentões que não só afrontaram como também agrediram, o que nos é dado a ver hoje é que um dos envolvidos terá fugido para a vizinha República da Namíbia.
O outro, infeliz, acabou detido esta semana depois de procurado pelos efectivos da Polícia Nacional. Nos próximos dias, os cidadãos terão a possibilidade de conhecer quem é o indivíduo capturado.
Não admiremos que, quando isso acontecer, o detido aproveitará os microfones da imprensa para pedir desculpas, se possível, atribuir as culpas pelo que aconteceu a qualquer ser sobrenatural.
Ainda assim, mesmo que venha a acontecer, será muito tarde para a responsabilização que se espera. Por mais que se esteja em desacordo, não é admissível o comportamento praticado.
A Polícia, apesar de certos excessos que possa cometer no dia-a-dia, ainda é garante da segurança pública e deve ser respeitada. Mesmo até aqueles que tornaram o vídeo viral e se manifestam a favor dos jovens, como infelizmente muitos cidadãos o fizeram, recorrem aos agentes da ordem quando confrontados com qualquer situação que exija a pronta intervenção destes homens que, faça sol ou chuva, estão sempre na linha da frente contra a criminalidade e outras acções perigosas.









