Século XXI. Um século de inúmeros progressos tecnológicos (Smartphones, IA…), medicinais (vacinas ultraeficientes e novas…), maior acesso à informação, maior consciência ambiental e até mesmo, avanço dos direitos humanos. Ainda assim, vive-se empleno século XXI, uma era de muita ilusão e hipocrisia.
Uma era, em que os conflitos tendem a manchar e a retroceder o que a humanidade tem construído a um custo elevado: a paz internacional e mundial. Quem orquestra tudo isso? Alguns diriam: “o Diabo”.
Eu- “o homem”. Afinal de contas, tais façanhas e artimanhas são feitas geridas e administradas na prática, por pessoas físicas que por sua vez, criam e gerenciam as pessoas colectivas ou jurídicas (empresas, associações, fundações e Estados).
Na América, a acção de um só homem (Donald Trump) tem causado mudanças significativas no cenário geopolítico e estratégico mundial e testado o Direito Internacional e a ONU, a integridade política dos Estados, a ética e a moral dos actores nacionais e internacionais. Não entrarei no mérito de deter minar o certo e o errado.
O foco é contrapor num mesmo tema, actores de diferentes pólos continentais, ideológicos, culturais, políticos e económicos e fazer uma aná lise radiográfica do que se passa, do que vem e do que se pode esperar destas ofensivas.
Antes, a título reflexivo, urge-me fazer algumas questões pontuais. Pois, temas subjectivos não podem ter respostas tão objectivas assim. Será que acções militares das super-potências podem ser justifica das só pelo facto de serem o que são (super-potências) ? Que interesses estiveram por de trás das intervenções militares de Janeiro e de Fevereiro? Que lições Angola e o mundo podem obter?
O que se tem vivido é tão somente, fruto do que chamamos: a crise da moralidade e do humanismo. Se de um lado, o argumento de defesa da ofensiva dos EUA a Venezuela, foi o facto de se tratar de um Narco-Estado e de um regime ditatorial e criminoso, doutro, no que toca ao Irão, os argumentos tenderão a ser mais ou menos os seguintes:
“O Irão é um estado ditatorial, autocrático, não respeitante dos direitos humanos, das minorias e do direito das mulheres e acima de tu do, um Estado que ameaça a segurança e a paz mundial por ser portador de armas de destruição em massa (armas nucleares)”.
Por: VÍCTOR CORLEONE DA SILVA FERNANDES
Se em Janeiro foi Maduro; Se em Fevereiro foi Khamenei; Em Mar ço quem será? Cuba? Veremos nos próximos episódios. Víctor Corleone da Silva Fernan des. Jurista, graduado em Direi to pela Universidade Católica de Angola








