O futebol é o desporto-rei. É uma indústria. Todos os anos movimenta receitas. Cria empregos directos e indirectos. Hoje, este fenómeno é encarado com seriedade. O sucesso de um clube ou de uma federação depende da gestão de recursos humanos. A estratégia utilizada para se atingir objectivos a curto, médio e longo prazo deve consubstanciar-se numa base científica.
Em grande medida, o sucesso desportivo é sustentado pelas finanças públicas ou privadas. A ética e o desenvolvimento da modalidade são factores de equilíbrio. Por isso, uma gestão lisa e transparente arrasta os clubes e as federações para o campo da arrecadação de receitas. O marketing, publicidade e o merchandising são tentáculos importantes. Os recursos humanos devem ser qualificados.
Nada de improviso! Posto isto, é ponto assente que a Federação Angolana de Futebol (FAF) anda em coma. Quanto à gestão de recursos humanos e de meios, a incerteza é maior. Tem sido campeã em fracassos. No último CAN, com um treinador (in)capaz, o francês Patrice Baumealle, a equipa ficou aquém do que fez na edição realizada em Abidjan, Côte d’Ivoire, em 2023.
Em Luanda, Alves Simões deu o ‘corpo às balas’. Justificou o fracasso. Volvidos alguns dias, o técnico abandonou o barco. A direcção da FAF, até ao momento, não contratou outro treinador. Com a data FIFA à porta, os Palancas Negras não estarão em campo entre os dias 27 e 31 de Março.
Em comunicado, o órgão que rege o desporto-rei em Angola se escudou na escalada do conflito no Médio Oriente: seria sem treinador? Na calha, o Irão e a Jordânia testariam os Palancas Negras no Dubai. O vice- presidente Cali, para as selecções, prometeu um novo técnico. O tempo passa. Nada. E então?








