Mulheres referem que os noticiários, actualmente, se tornaram como que “agressivos” para quem os assiste, lê ou ouve, face aos casos recorrentes de violência doméstica. Durante cinco dias (de 06 a 11), entre outros temas, algumas mulheres ligadas à Igreja Evangélica Sinodal em Angola, reunidas em segunda conferência, estão a analisar profunda mente esse quadro, esperançadas de que o certame encontre as melhores fórmulas não para acabar, mas pelo menos para diminuir os casos de violência doméstica
Mulheres ligadas à Igreja Evangélica Sinodal de Angola manifestam-se preocupadas com os actuais casos de violência doméstica que, volta e meia, têm si do reportados, sobretudo, por órgãos de comunicação social, em que, geralmente, as mulheres são os elos mais fracos da «equação».
Reunidas em segunda conferência, em Benguela, as religiosas procuram, de resto, o melhor meio para inverter as práticas. Elas foram unânimes em afirmar que, por a violência começar do interior e manifestar-se no exterior, então o homem deve ser mudado a partir de dentro.
As mais de mil mulheres concentradas vêm de várias partes do país e de África. Em relação à participação de representantes do continente berço, o destaque recai para Malawi, Zâmbia e Namíbia. Joana Sambundo, proveniente da província do Huambo, espera que, durante os cinco dias, possam encontrar as respostas de que, efectivamente, precisam para inverter o quadro de violência doméstica.
Ela está confiante de que, termi nada a conferência, vai haver res postas cabíveis face aos casos de violência doméstica, mas não dei xa de apresentar, igualmente, pre ocupação em relação àqueles ca sos em que as mulheres exercem a dupla função, a de pai e mãe, por alegado abandono dos parceiros.
Em função desse cenário, a conferencista assegura que a Igreja, a nível da província do Huambo, tem apelado para a necessidade de se preservarem os laços familiares, ao justificar que, quando a família se perde, a sociedade fica comprometida.
Por: Constantino Eduardo, em Benguela








