O Instituto Superior Politécnico Sinodal do Lubango, propriedade da Igreja Evangélica Sinodal de Angola (IESA), procedeu ao pagamento de apenas um mês dos quatro que deve aos professores e trabalhadores administrativos da instituição. Entretanto, o acto é encarado pelos docentes como uma falta de respeito, sobretudo para o pessoal administrativo, que também reclama a falta de pagamento do subsídio de Natal.
Os professores do Instituto Superior Politécnico Sinodal do Lubango, localizado no bairro da Mapunda, arredores da capital huilana, mostram-se insatisfeitos com a falta de comunicação que se regista entre estes e a direcção da instituição de ensino superior, sobretudo pela falta de pagamento dos salários, que já leva um acúmulo de quatro meses.
De acordo com alguns professores que falaram à nossa reportagem sob anonimato, por medo de represálias, foi encontrado nas contas bancárias dos docentes algum valor que se presume ser o pagamento de salário referente ao mês de Janeiro.
“A instituição não comunica. Depois que nós denunciamos ao Jornal OPAÍS a falta de pagamentos de salários, encontramos nas nossas contas algum valor que se presume ser de salário. Nós presumimos porque ninguém vem dizer absolutamente nada, se o tal pagamento é referente a que mês. Estamos agastados com esta situação, porque somos pais de família e com responsabilidades”, disse um dos professores.
Entretanto, a nossa equipa de reportagem contactou ontem a direcção do Instituto Superior Politécnico Sinodal, na pessoa do seu presidente, Sahango Neto, que, sem gravar entrevista, confirmou o pagamento de apenas um mês.
Sobre a falta de comunicação, justificou apenas que está no cargo há pouco tempo e que tal exercício seria feito pelo responsável da entidade promotora, o pastor Diniz Eurico e a sua equipa, que se encontra na província de Benguela a cumprir uma agenda religiosa.
Por: João Katombela, na Huíla









