O primeiro secretário do Comité Provincial do MPLA, Manuel Nunes Júnior, manifestou, nesta sexta-feira, 08, quando procedia à abertura dos trabalhos da décima reunião ordinária, o desejo de as intervenções em curso no rio Cavaco, na sequência do transbordo, que provocou a morte a 19 pessoas, não se limitarem apenas à reposição das condições anteriormente existentes, mas que assegurem soluções técnicas mais sólidas, de modo a que não se voltem a registar cenários semelhantes àqueles a que se assistiu no dia 12 de Abril.
O político garante que os trabalhos de engenharia em curso vão reduzir os riscos de novos episódios de inundações no curto prazo. No que se refere às causas fundamentais do problema, o secretário do comité provincial do «M» projecta evolução de uma abordagem mais estruturada e, também, mais sólida, de modo a reforçar o sistema hidráulico, incluindo o desassoreamento do leito do rio Cavaco, sem perder de vista a requalificação integral dos diques de protecção existentes.
“Noutras palavras, consideramos que as intervenções que estão a ser efectuadas não devem limitar-se à reposição das condições existentes anteriormente, mas devem assegurar soluções técnicas mais sólidas, mais resilientes e alinhadas com os instrumentos de ordenamento do território e com as exigências de mitigação do risco”, sugere o primeiro do «M» em Benguela, quando apresentava a situação actual da província aos membros, numa reunião em que também fez parte a Coordenadora do Grupo de Acompanhamento do Secretário do Bureau Político para a província de Benguela, Idalina Valente.
Nunes Júnior lembra, aliás, que foi precisamente isso que o Presidente da República, João Lourenço, orientou que fosse feito, quando visitou Benguela, dois dias depois da tragédia, isto é, a 14 de Abril.
“Camarada Presidente deixou orientações muito claras e muito precisas para que se actue neste sentido e com a maior rapidez”, pontualizou.
Júnior afirma que a construção de uma ponte provisória sobre o rio Halo permitiu restabelecer a ligação rodoviária entre Catengue e Caimbambo.
“A circulação rodoviária sobre o ponte do rio Hôndio foi restabelecida dias depois das calamidades”, refere.
Por: Constantino Eduardo, em Benguela









