BFA AIMC Bitur BFA SB SB FIB BANCO BAI
Qua, 4 Nov 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
    • PUBLICAÇÕES
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
    • PUBLICAÇÕES
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

Sagrada Esperança: reflexões ao Comboio Africano de Neto-Poeta

Jornal OpaisPor Jornal Opais
16 de Setembro, 2024
Em Opinião
0
Tempo de Leitura: 3 mins de leitura
Sagrada Esperança: reflexões ao Comboio Africano de Neto-Poeta

No âmbito comemorativo ao mês de Setembro, conhecido como do Herói Nacional, trazemos à reflexão o presente poema engajado de António Agostinho Neto, base- ado no contexto histórico, no qual o sujeito poético se refere ao tempo da escravatura em que os africanos eram levados para as Américas, executando trabalhos esforçados.

Eles eram levados uns atrás dos outros, que pareciam um comboio africano, subindo às montanhas com dificuldades, lentidão, graça, gritos e crueldade. Muito deles encravados a terra e, a serem esmagados sob o peso das máquinas que levavam, fazendo barulho como se fossem meninos da terceira classe.

Pois quem os obrigou não perdeu, mas ainda não ganhou, ou seja, o sofrimento não vai durar para sempre, porque havia garantia de que um dia seríamos livres da escravatura.

Em contrapartida, olhemos para os estudos que explicam os textos do autor supra- citado, nomeadamente Sagrada Esperança, Malga Holness e Basil Davidson. Na Sagrada Esperança, João Maimona explicou que “a poesia de Agostinho Neto é uma poesia de libertação”.

Contando com o Beneplácito deste poeta, urge acrescentar: “é uma poesia de libertação porque de combate”. Não suscita dúvida de que Agostinho Neto é um poeta engajado, como foi um político engajado na luta pela emancipação e libertação do seu povo, ideologicamente comprometido, pois a sua poesia é de resistência.

Claro, não podia deixar de ser assim no contexto da época, vislumbrando o futuro. É, entretanto, nesta atitude de comprometimento ideológico e de partidário da acção violenta contra a colonização que se verifica a ruptura de Agostinho Neto com o Movimento Negritude, de Aimé Césaire, David e Léopold Sédar Senghor, principalmente com a linha orientadora deste último.

Senghor e Neto propõem, ambos nas suas poesias e na prosa (artigos, discursos, ensaios), a reabilitação da cultura africana.

Mas se Neto dá um passo em frente, no sentido de que é necessário lutar contra a escravidão colonial, para a destruir, consciencializando o povo e mobilizando-o para a acção violenta, revolucionária, incutindo-lhe a certeza da vitória, Senghor, pelo contrário, fica-se na defesa da cultura africana e propõe, para acabar com a colonização, como que um entendimento entre colonizado e colonizador, onde este continuará a ter uma posição de supremacia, o que nada mais é do que uma porta aberta para o neocolonialismo.

Neto, revolucionário, contrapõe-se a Senhor, conservador. No entanto, estas duas posições político-ideológicas distintas vão marcar a ética da poesia de cada um. Somos de opinião que Agostinho Neto, na sua obra poética, privilegiou a ética sobre a estética.

Além disso, toda a sua poesia é uma mensagem: de denúncia dos males da sociedade colonial; de dignificação do homem colonizado; de apelo à luta libertadora; de certeza na victória final. Sempre denunciou e depois mobilizou para a mudança do que está mal, do eticamente incorrecto, para assim se dar um passo em frente, em direcção do desenvolvimento e do progresso da humanidade.

Comboio africano Um comboio subindo de difícil vale africano chia que chia lento e caricato Grita e grita quem o esforçou não perdeu mas ainda não ganhou muitas vidas ensoparam a terra onde assentam os rails e se esmagam sob o peso da má- quina e no barulho da terceira classe Grita e Grita quem esforçou não perdeu mas ainda não ganhou Lento caricato e cruel o comboio africano…

POR:FELICIANO ANTÓNIO DE CASTRO

Relacionados - Artigos

Condecorações em Angola: poder, reconhecimento, raça e memória histórica

Condecorações em Angola: poder, reconhecimento, raça e memória histórica

4 de Novembro, 2026
ARTIGO 233: O Nobel da Economia 2026 e a economia angolana

ARTIGO 233: O Nobel da Economia 2026 e a economia angolana

4 de Novembro, 2026
O lugar das igrejas no Sistema Fiscal Angolano: isenções e obrigações

O lugar das igrejas no Sistema Fiscal Angolano: isenções e obrigações

4 de Novembro, 2026
É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Dilemas de Cabinda

4 de Novembro, 2026
Petróleo, guerra e ilusão fiscal

Petróleo, guerra e ilusão fiscal

3 de Novembro, 2026
Para mim, pode ser apenas arroz de atum

Quando a saudade nos leva ao cemitério

3 de Novembro, 2026
Carregar Mais

Maís Populares

  • PR de Moçambique visita Rússia com encontro com Putin na agenda

    PR de Moçambique visita Rússia com encontro com Putin na agenda

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • Morre empresário angolano Riquinho após complicações de saúde

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • MPLA confirma João Lourenço para o congresso de Dezembro

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • Higino Carneiro mantém contestação

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • Assaltos em Luanda 3 regressa ao cinema com abordagem sobre o tráfico de combustíveis

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Relacionados - Artigos

Condecorações em Angola: poder, reconhecimento, raça e memória histórica

Condecorações em Angola: poder, reconhecimento, raça e memória histórica

Por Jornal OPaís
4 de Novembro, 2026

...

ARTIGO 233: O Nobel da Economia 2026 e a economia angolana

ARTIGO 233: O Nobel da Economia 2026 e a economia angolana

Por Jornal OPaís
4 de Novembro, 2026

...

O lugar das igrejas no Sistema Fiscal Angolano: isenções e obrigações

O lugar das igrejas no Sistema Fiscal Angolano: isenções e obrigações

Por Jornal OPaís
4 de Novembro, 2026

...

É de hoje… A punição do comerciante guineense

É de hoje… Dilemas de Cabinda

Por Dani Costa
4 de Novembro, 2026

...

Petróleo, guerra e ilusão fiscal

Petróleo, guerra e ilusão fiscal

Por Jornal OPaís
3 de Novembro, 2026

...

Para mim, pode ser apenas arroz de atum

Quando a saudade nos leva ao cemitério

Por Jornal OPaís
3 de Novembro, 2026

...

Carregar Mais
Artigo Seguinte
Desemprego atinge 5,7 milhões de pessoas no II trimestre de 2024

Desemprego atinge 5,7 milhões de pessoas no II trimestre de 2024

Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Bem-vindo de Volta!

Entre para a sua conta abaixo

Esqueceu a Palavra-passe?

Recuperar palavra-passe

Por favor, insira o seu nome de utilizador ou endereço de correio-electrónico para reposição da sua palavra-passe.

Entrar
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
    • PUBLICAÇÕES
Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.