OPaís
Ouça Rádio+
Dom, 15 Mar 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Sagrada Esperança: reflexões ao Comboio Africano de Neto-Poeta

Jornal Opais por Jornal Opais
16 de Setembro, 2024
Em Opinião

No âmbito comemorativo ao mês de Setembro, conhecido como do Herói Nacional, trazemos à reflexão o presente poema engajado de António Agostinho Neto, base- ado no contexto histórico, no qual o sujeito poético se refere ao tempo da escravatura em que os africanos eram levados para as Américas, executando trabalhos esforçados.

Poderão também interessar-lhe...

Quando o desporto se torna diplomacia

A defesa nacional na era dos drones e da guerra tecnológica

Quando o dérbi fala à nossa memória

Eles eram levados uns atrás dos outros, que pareciam um comboio africano, subindo às montanhas com dificuldades, lentidão, graça, gritos e crueldade. Muito deles encravados a terra e, a serem esmagados sob o peso das máquinas que levavam, fazendo barulho como se fossem meninos da terceira classe.

Pois quem os obrigou não perdeu, mas ainda não ganhou, ou seja, o sofrimento não vai durar para sempre, porque havia garantia de que um dia seríamos livres da escravatura.

Em contrapartida, olhemos para os estudos que explicam os textos do autor supra- citado, nomeadamente Sagrada Esperança, Malga Holness e Basil Davidson. Na Sagrada Esperança, João Maimona explicou que “a poesia de Agostinho Neto é uma poesia de libertação”.

Contando com o Beneplácito deste poeta, urge acrescentar: “é uma poesia de libertação porque de combate”. Não suscita dúvida de que Agostinho Neto é um poeta engajado, como foi um político engajado na luta pela emancipação e libertação do seu povo, ideologicamente comprometido, pois a sua poesia é de resistência.

Claro, não podia deixar de ser assim no contexto da época, vislumbrando o futuro. É, entretanto, nesta atitude de comprometimento ideológico e de partidário da acção violenta contra a colonização que se verifica a ruptura de Agostinho Neto com o Movimento Negritude, de Aimé Césaire, David e Léopold Sédar Senghor, principalmente com a linha orientadora deste último.

Senghor e Neto propõem, ambos nas suas poesias e na prosa (artigos, discursos, ensaios), a reabilitação da cultura africana.

Mas se Neto dá um passo em frente, no sentido de que é necessário lutar contra a escravidão colonial, para a destruir, consciencializando o povo e mobilizando-o para a acção violenta, revolucionária, incutindo-lhe a certeza da vitória, Senghor, pelo contrário, fica-se na defesa da cultura africana e propõe, para acabar com a colonização, como que um entendimento entre colonizado e colonizador, onde este continuará a ter uma posição de supremacia, o que nada mais é do que uma porta aberta para o neocolonialismo.

Neto, revolucionário, contrapõe-se a Senhor, conservador. No entanto, estas duas posições político-ideológicas distintas vão marcar a ética da poesia de cada um. Somos de opinião que Agostinho Neto, na sua obra poética, privilegiou a ética sobre a estética.

Além disso, toda a sua poesia é uma mensagem: de denúncia dos males da sociedade colonial; de dignificação do homem colonizado; de apelo à luta libertadora; de certeza na victória final. Sempre denunciou e depois mobilizou para a mudança do que está mal, do eticamente incorrecto, para assim se dar um passo em frente, em direcção do desenvolvimento e do progresso da humanidade.

Comboio africano Um comboio subindo de difícil vale africano chia que chia lento e caricato Grita e grita quem o esforçou não perdeu mas ainda não ganhou muitas vidas ensoparam a terra onde assentam os rails e se esmagam sob o peso da má- quina e no barulho da terceira classe Grita e Grita quem esforçou não perdeu mas ainda não ganhou Lento caricato e cruel o comboio africano…

POR:FELICIANO ANTÓNIO DE CASTRO

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

Quando o desporto se torna diplomacia

por Jornal OPaís
13 de Março, 2026

Durante muito tempo, o desporto foi visto ape nas como competição, entretenimento ou orgulho nacional. No entanto, no mundo contemporâneo,...

Ler maisDetails

A defesa nacional na era dos drones e da guerra tecnológica

por Jornal OPaís
13 de Março, 2026

O que os novos conflitos internacionais nos dizem sobre os desafios da segurança estratégica de Angola? Num mundo marcado por...

Ler maisDetails

Quando o dérbi fala à nossa memória

por Jornal OPaís
13 de Março, 2026

O futebol é vivido com paixão em Angola, tal como em qual quer canto do planeta onde uma bola rola...

Ler maisDetails

Basílica Clube Desportivo do Sequele desperta interesse de “gigante” do futebol francês

por Jornal OPaís
13 de Março, 2026

Fundada em 2014, a Basílica Clube Desportivo do Sequele nasceu de uma iniciativa comunitária entre moradores da Centralidade do Sequele,...

Ler maisDetails

Trump alerta que ainda não há condições para acordo de paz com Irão

15 de Março, 2026

Ministra da Saúde lamenta morte de enfermeiros vítimas do despiste do autocarro da Macon no Cabo Ledo

15 de Março, 2026

Projecto SMASHED sensibiliza mais de 146 mil jovens sobre consumo de álcool no país

15 de Março, 2026

Despiste de autocarro da Macon deixa oito mortos e 34 feridos no Cabo Ledo

15 de Março, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.