BFA AIMC Bitur BFA SB SB FIB BANCO BAI
Seg, 2 Nov 2026
OPAÍS
Em directoOuvir a Rádio Mais em directo
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
OPAÍS

Sagrada Esperança: reflexões ao Comboio Africano de Neto-Poeta

Jornal OpaisPor Jornal Opais
16 de Setembro, 2024
Em Opinião
0
Tempo de Leitura: 3 mins de leitura
Sagrada Esperança: reflexões ao Comboio Africano de Neto-Poeta

No âmbito comemorativo ao mês de Setembro, conhecido como do Herói Nacional, trazemos à reflexão o presente poema engajado de António Agostinho Neto, base- ado no contexto histórico, no qual o sujeito poético se refere ao tempo da escravatura em que os africanos eram levados para as Américas, executando trabalhos esforçados.

Eles eram levados uns atrás dos outros, que pareciam um comboio africano, subindo às montanhas com dificuldades, lentidão, graça, gritos e crueldade. Muito deles encravados a terra e, a serem esmagados sob o peso das máquinas que levavam, fazendo barulho como se fossem meninos da terceira classe.

Pois quem os obrigou não perdeu, mas ainda não ganhou, ou seja, o sofrimento não vai durar para sempre, porque havia garantia de que um dia seríamos livres da escravatura.

Em contrapartida, olhemos para os estudos que explicam os textos do autor supra- citado, nomeadamente Sagrada Esperança, Malga Holness e Basil Davidson. Na Sagrada Esperança, João Maimona explicou que “a poesia de Agostinho Neto é uma poesia de libertação”.

Contando com o Beneplácito deste poeta, urge acrescentar: “é uma poesia de libertação porque de combate”. Não suscita dúvida de que Agostinho Neto é um poeta engajado, como foi um político engajado na luta pela emancipação e libertação do seu povo, ideologicamente comprometido, pois a sua poesia é de resistência.

Claro, não podia deixar de ser assim no contexto da época, vislumbrando o futuro. É, entretanto, nesta atitude de comprometimento ideológico e de partidário da acção violenta contra a colonização que se verifica a ruptura de Agostinho Neto com o Movimento Negritude, de Aimé Césaire, David e Léopold Sédar Senghor, principalmente com a linha orientadora deste último.

Senghor e Neto propõem, ambos nas suas poesias e na prosa (artigos, discursos, ensaios), a reabilitação da cultura africana.

Mas se Neto dá um passo em frente, no sentido de que é necessário lutar contra a escravidão colonial, para a destruir, consciencializando o povo e mobilizando-o para a acção violenta, revolucionária, incutindo-lhe a certeza da vitória, Senghor, pelo contrário, fica-se na defesa da cultura africana e propõe, para acabar com a colonização, como que um entendimento entre colonizado e colonizador, onde este continuará a ter uma posição de supremacia, o que nada mais é do que uma porta aberta para o neocolonialismo.

Neto, revolucionário, contrapõe-se a Senhor, conservador. No entanto, estas duas posições político-ideológicas distintas vão marcar a ética da poesia de cada um. Somos de opinião que Agostinho Neto, na sua obra poética, privilegiou a ética sobre a estética.

Além disso, toda a sua poesia é uma mensagem: de denúncia dos males da sociedade colonial; de dignificação do homem colonizado; de apelo à luta libertadora; de certeza na victória final. Sempre denunciou e depois mobilizou para a mudança do que está mal, do eticamente incorrecto, para assim se dar um passo em frente, em direcção do desenvolvimento e do progresso da humanidade.

Comboio africano Um comboio subindo de difícil vale africano chia que chia lento e caricato Grita e grita quem o esforçou não perdeu mas ainda não ganhou muitas vidas ensoparam a terra onde assentam os rails e se esmagam sob o peso da má- quina e no barulho da terceira classe Grita e Grita quem esforçou não perdeu mas ainda não ganhou Lento caricato e cruel o comboio africano…

POR:FELICIANO ANTÓNIO DE CASTRO

Relacionados - Artigos

A Competência não basta

Os mortos também merecem justiça!

2 de Novembro, 2026
As metodologias activas e o futuro das salas de aula em Angola: “As salas de aula precisam mudar”

As metodologias activas e o futuro das salas de aula em Angola: “As salas de aula precisam mudar”

2 de Novembro, 2026
Entre professores e alunas: quem mais pratica o assédio sexual nas escolas? A realidade nua e crua no contexto angolano

Memórias do Cativeiro II: a construção do “Quintal da Fome” e as estratégias de sobrevivência familiar no Uíge (1992)

2 de Novembro, 2026
Da arte de aplaudir o nada

Da arte de aplaudir o nada

2 de Novembro, 2026
É de hoje… E agora, INAAREES?

É de hoje… Luta contra pandemias

2 de Novembro, 2026
A Competência não basta

Cuanza-Sul desafia as cadeias de Angola

30 de Outubro, 2026
Carregar Mais

Maís Populares

  • PR de Moçambique visita Rússia com encontro com Putin na agenda

    PR de Moçambique visita Rússia com encontro com Putin na agenda

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • Morre empresário angolano Riquinho após complicações de saúde

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • Higino Carneiro mantém contestação

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • Musk acusa forças ucranianas de violar os termos de utilização da Starlink

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
  • MPLA confirma João Lourenço para o congresso de Dezembro

    0 partilhas
    Partilhar 0 Tweetar 0
Siga OPAÍS no WhatsApp

Relacionados - Artigos

A Competência não basta

Os mortos também merecem justiça!

Por Jornal OPaís
2 de Novembro, 2026

...

As metodologias activas e o futuro das salas de aula em Angola: “As salas de aula precisam mudar”

As metodologias activas e o futuro das salas de aula em Angola: “As salas de aula precisam mudar”

Por Jornal OPaís
2 de Novembro, 2026

...

Entre professores e alunas: quem mais pratica o assédio sexual nas escolas? A realidade nua e crua no contexto angolano

Memórias do Cativeiro II: a construção do “Quintal da Fome” e as estratégias de sobrevivência familiar no Uíge (1992)

Por Jornal OPaís
2 de Novembro, 2026

...

Da arte de aplaudir o nada

Da arte de aplaudir o nada

Por Jornal OPaís
2 de Novembro, 2026

...

É de hoje… E agora, INAAREES?

É de hoje… Luta contra pandemias

Por Dani Costa
2 de Novembro, 2026

...

A Competência não basta

Cuanza-Sul desafia as cadeias de Angola

Por Jornal OPaís
30 de Outubro, 2026

...

Carregar Mais
Artigo Seguinte
Desemprego atinge 5,7 milhões de pessoas no II trimestre de 2024

Desemprego atinge 5,7 milhões de pessoas no II trimestre de 2024

Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Bem-vindo de Volta!

Entre para a sua conta abaixo

Esqueceu a Palavra-passe?

Recuperar palavra-passe

Por favor, insira o seu nome de utilizador ou endereço de correio-electrónico para reposição da sua palavra-passe.

Entrar
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • POLÍTICA
  • ECONOMIA
  • SOCIEDADE
  • CULTURA
  • MUNDO
  • DESPORTO
  • MAIS
    • OPINIÃO
    • ENTREVISTA
    • EDITORIAL
    • SAÚDE
    • ÁFRICA
    • CIÊNCIA e TECNOLOGIA
    • CRÔNICA de DANI COSTA
    • JUSTIÇA
    • REPORTAGEM
Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.