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Reflexões Sociológicas: Europa – que futuro?

Jornal Opais por Jornal Opais
12 de Janeiro, 2024
Em Opinião

A Europa é denominada o Continente Velho, o que não é correcto pois o planeta Terra tem a mesma idade mas por questões culturais assim foi chamado e na verdade quem deveria ser chamado de Continente Velho deveria ser África por ter sido neste continente onde brotou o primeiro ser denominado humano, Australopithecus, conforme diz a ciência.

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A Europa é actualmente uma mistura de raças diferentes na sua origem, vindas do Leste e do Sul do planeta, todas com a mesma origem conforme o DNA de origem africano.

A Europa e seus países, desenvolveram-se mais economicamente e foram os criadores de sociedades mais democráticas e por estas razões, a Europa de uma forma geral teve e tem um papel político, económico, social e ambiental preponderante na globalização da humanidade.

Os processos de industrialização da produção nasceram também na Ásia mas nas últimas centenas de anos desenvolveram-se acentuadamente na Europa, o que permitiu uma aceleração rápida da economia desta região, conforme se conhece hoje, com os consequentes desequilíbrios ambientais e sociais no planeta pois a economia gerada pela industrialização é extremamente consumista, sem limites na utilização das matérias-primas pois o que mais importa é o ganho financeiro, o poder pessoal, institucional e nacionalista.

Hoje em dia, devido aos grandes desequilíbrios ambientais e sociais, dão-se os primeiros passos no questionamento de uma economia mais consciente, menos consumista, mais equilibrada, mas são apenas os primeiros passos e não se sabe se ainda haverá tempo para um frear desses desequilíbrios gerados pelos seres humanos em todos os cantos da terra.

Após a segunda guerra mundial, 1945, onde estiveram envolvidos muitos dos países europeus cuja economia desmontou e ficou em frangalhos por causa disso, milhões de europeus fugiram para outros países na América, África e Ásia, em busca de uma paz maior e de melhores condições de vida.

Milhões de europeus emigraram e ninguém os impediu, pelo contrário, foram bem-recebidos nos novos países e hoje adoptaram nacionalidade diferente, muitos deles e seus filhos consideram-se cidadãos desses novos países. Esta é uma realidade clara, objectiva e científica.

Os países da Europa, desde o século XIV, na procura de novos espaços geográficos e em busca de riquezas económicas, não por bondade cultural, invadiram e colonizaram a África e os outros continentes, América e Ásia.

Esta invasão gerou depois as chamadas guerras coloniais aonde os povos desses novos países perceberam a necessidade de serem independestes e assumirem seus destinos pois suas terras foram invadidas e eram comandadas de fora.

Os líderes europeus directamente relacionados com esta colonização, antes dos meados do século XX, foram alertados também por alguns de seus pares que a descolonização deveria ser feita de forma equilibrada, preparando e permitindo aos novos Estados Africanos e outros, seus povos e seus líderes, um assumir de sua auto-determinação da forma mais equilibrada.

Os países colonizadores tinham sido alertados de que deveriam através de suas Instituições de Ensino preparar as novas nações para a sua auto-determinação e depois de alguns anos nesse preparo académico, pois as sociedades humanas precisam de um certo tempo para se transformarem mentalmente em seu colectivo, então assim se tornariam independentes através de eleições gerais livres e justas e poderiam construir depois uma federação ou comunidade de estados unidos pelas mesmas línguas e ideais e respeitando-se totalmente uns aos outros.

Esta transformação politica mais inteligente não foi feita pelos povos dominantes, a ganância dos líderes dos estados colonizadores, com falta de uma visão ampla e global, holística, era tão grande que forçaram os povos colonizados a lutas sangrentas pela sua independência e que resultaram na fuga de quadros e mortes de muita gente que vinha para brilhar, filhos da terra.

Apesar destas desgraças causadas pelos países colonizadores e mesmo após os novos países se tornarem independentes ainda no século XX, algumas outras nações de vários continentes tentaram e tentam criar novos tentáculos de dominação, criam novas formas de dependência colonizadora sobre esses novos países e seus povos, baralhando seus pensamentos políticos, sociais e ambientais.

Como resultado, há muitos países africanos com problemas de vária ordem, até hoje, século XXI, e sem conseguirem encontrar o rumo para um desenvolvimento sustentado.

Parece haver no mundo uma “tentativa” de alguns ou muitos líderes de certos países, líderes de vária ordem, para se manterem no domínio de outros povos, aproveitando-se de suas fragilidades físicas e mentais pois isso lhes traz poder económico e político e até “religioso” esquecendo que uma sociedade só é evoluída quando ao seu redor as outras sociedades também se desenvolvem de forma sustentada.

Razão esta que “obriga” os povos, cidadãos africanos, principalmente os jovens, a buscarem alternativas para um melhor viver e por isso, hoje em dia, assiste-se a milhares de pessoas a quererem emigrar, “fugir”, para o suposto El Dorado europeu e outros supostos El Dorados, sem importar os meios para lá chegarem e correndo riscos de suas próprias vidas nessas viagens e envolvendo suas crianças.

Além dos povos africanos a irem para a Europa, assiste-se agora a diversos povos do leste europeu, da Ásia e da América, a quererem ir para a Europa.

A Europa, de uma forma geral, assiste a essa invasão e as soluções não parecem ser fáceis para resolver isto e, entretanto, há milhares de mortos nas travessias marítimas e terrestres com a consequente destruição das famílias dessas pessoas.

A Europa não pode esquecer de suas emigrações atribuladas para outros continentes, antes e após à Segunda Guerra Mundial e não pode esquecer que também foi reconstruída economicamente com os ganhos financeiros advindos desses novos países.

Toda esta confusão na emigração africana para a Europa é o resultado de uma descolonização mal feita e gananciosa por parte dos povos europeus colonizadores.

Todas estas situações sociais de enorme gravidade são o resultado de decisões erradas e mal resolvidas principalmente pelos povos dominadores e que, como uma onda de mar, um Tsunami, vai destruindo e arrasando com tudo o que aparece pela frente tanto na ida como na volta.

Os principais responsáveis causadores desses Tsunamis sociais e económicos em África, na Europa e na América, deveriam assumir suas acções erradas no passado quando invadiram outras terras em outros continentes e desmontarem seus sistemas sociais e económicos equilibrados mas provavelmente tudo isto vai ser “esquecido” e cada um, em cada nação, ficará com seus traumas e prejuízos diversos.

Há também agora os graves problemas ambientais cuja resposta terá de ser dada pela natureza pois os seres humanos, mais uma vez causadores dos desequilíbrios, principalmente os povos mais tecnológicos, parecem não querer assumir estas crises ambientais e humanas.

Como consequência de todos estes desequilíbrios económicos, sociais e ambientais, agora surgiu o terrorismo nacional e internacional que não olha a meios sangrentos para agredirem os povos e as nações em todo o mundo, sem importar quem é ou não inocente nestas histórias e quanto mais frágeis os povos e nações, mais sofrem com estes actos do terrorismo.

Tem-se também as ditas religiões radicais que falam como procuradores de seus supostos deuses e afirmam suas ideias como as melhores, superiores e únicas, para a humanidade e ai de quem não obedecer, torna-se logo inimigo.

Agora, até os políticos já se dizem representantes de Deuses na terra e proclamando suas ideias, buscam apenas alcançar poder para continuarem seus desmandos.

Os radicalismos políticos e religiosos aumentam, não há comunicação e respeito entre as culturas, pois cada uma se acha superior à outra, todos se achando os eleitos aqui na terra, de um lado uns dizem que os seres humanos quando nascem são originários do pecado, outros dizem que o ser humano quando nasce é puro e dependerá de sua educação o ser ou não mais evoluído, e vive-se nestas contradições absurdas que só levam aos radicalismos, aos interesses pessoais e às ganâncias nacionalistas.

Devido a estes radicalismos de culturas, surgem os partidos políticos cada vez mais radicais que são grupos humanos que comandam os países e tornam-se cada vez mais racistas como se a sua raça fosse superior, conforme supunham os arianos. Cada grupo luta para se impor como superior e todos lutam uns com os outros, sem fim à vista.

O meio ambiente, devido à industrialização desenfreada, gananciosa, consumista, industrialização que esgota os recursos naturais da terra numa economia inconsciente, está cada vez mais em crise e os cientistas e sociólogos mundiais alertam que a humanidade e todos os seres vivos aqui no planeta já estão num caminho sem volta, com consequências desastrosas para o modo de vida natural aqui na terra.

O Universo busca sempre o equilíbrio e tudo no universo gira até encontrar um ponto de equilíbrio e assim é aqui na terra, independentemente de haver ou não humanidade, pois o planeta existe desde muito antes de existirem os seres humanos.

O planeta existe desde há quatro mil milhões de anos e vai existir até cumprir seu próprio tempo de vida neste sistema planetário solar. Qual será então o destino da Europa e dos outros continentes e da humanidade.

 

Por: VALDEMAR FERREIRA RIBEIRO*

* Economista, Ambientalista, Empresário Industrial

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