EMPEMA-ENSA BANCO BAI SOCIJORNAL SOCIJORNAL
OPaís
Ouça Rádio+
Dom, 21 Jun 2026
  • Mundial 2026
  • AngoTic
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
  • Desporto
  • Mundo
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Mundial 2026
  • AngoTic
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
  • Desporto
  • Mundo
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Palavra dada é palavra honrada e o governo cumpriu…

Jornal OPaís por Jornal OPaís
7 de Novembro, 2025
Em Opinião

“Há provas”! É uma frase usada pelos jornalistas para definir que já há salário. “Caiu”! Também é outro slogan que confirma que há dinheiro nas contas bancárias. E desta vez, essas palavras soam e com sabor diferente, porque “palavra dada, é palavra honrada”. E o governo falou e fez. Batam palmas e sorriam, apesar de não ser ainda o esperado, mas, “mais vale um nas mãos, do que dois a voar…”. O diálogo é sempre o caminho mais seguro para a reconciliação. Entre pais e filhos, entre colegas de profissão ou entre instituições e cidadãos.

Poderão também interessar-lhe...

África não precisa de mais heróis, precisa de mais instituições

Lomengo, o genro esfomeado – Vidas de Ninguém (XXIV)

A solidão dos fortes

É pela palavra que os muros se transformam em pontes. E, o jornalismo angolano vive este tempo de reencontros, onde a escuta atenta pode ser a chave para um futuro de maior harmonia e confiança. Nos últimos meses, discutiram-se os desafios e a esperança que atravessa a comunicação social em Angola. Falou-se do caráter, da integridade, do mérito e do compromisso.

Agora, o encontro entre o Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social e o Sindicato dos Jornalistas vem lembrar que o diálogo institucional é parte essencial desta caminhada. Foi afirmado que, no final do mês de Outubro, haverá mudanças salariais para os profissionais, sem retroactivos, e que, em Janeiro de 2026, haverá actualização de carreira. Ainda que as decisões não contemplem todas as expectativas, representam um passo no sentido de valorizar a classe.

Mas, é preciso que cada conquista seja acompanhada de transparência e clareza. Porque o diálogo sem verdade é apenas ilusão. E negociação sem compromissos firmes é apenas um discurso vazio. A imprensa angolana precisa de sinais consistentes de que o seu esforço diário é reconhecido e respeitado. E precisa também acreditar que as promessas de hoje não serão esquecidas amanhã.

Ao mesmo tempo, cabe aos jornalistas a responsabilidade de assumir o seu papel com maturidade. Não basta reivindicar. É necessário mostrar assiduidade, responsabilidade e zelo pelo exercício profissional. Quem ocupa a função de informar não pode tratar o seu ofício como algo circunstancial. Ser jornalista é um compromisso diário, que exige esforço, presença e respeito pelos colegas.

Não há espaço para a competição mesquinha, para a disputa por viagens nacionais ou internacionais como se fossem prémio maior da profissão. O que deve mover o profissional é o mérito, o trabalho bem feito e a contribuição que deixa na sociedade. O respeito pela ascensão profissional de cada colega deve ser um valor central. Quando um jornalista cresce, não é apenas ele que avança, é a classe inteira que se fortalece.

Reconhecer a conquista alheia é também preparar o próprio caminho para oportunidades futuras. Se o jornalismo é missão, não há lugar para “picou/bazou”. A profissão pede entrega, continuidade e amor pela verdade. O público não pode ser enganado por ausências injustificadas ou por uma postura leviana, diante de um bem tão essencial como a informação.

Por isso, cabe a cada profissional perguntar-se: o que está a acrescentar ao jornalismo? O que deixará como legado para a próxima geração? A resposta não está nos aplausos fáceis, mas na seriedade com que cada notícia é apurada e publicada. É igualmente importante que as instituições honrem a sua parte no processo.

O orçamento público destinado aos órgãos deve ser utilizado, com rigor, para melhorar as condições de trabalho. E os valores arrecadados pelas empresas estatais de comunicação precisam ser fiscalizados com transparência. E que deste valor, seja dado ao colaborador o que lhe cabe por lei. A boa gestão dos recursos não é favor, é dever.

Porque só com condições dignas se pode exigir do jornalista a excelência que o país precisa. A precariedade não pode ser a regra de uma classe que sustenta a democracia com o poder da palavra. Os gestores dos órgãos devem compreender que motivar o jornalista não é apenas aumentar salários. É dar ferramentas, condições de produção, acesso à tecnologia e oportunidades de crescimento. É investir na formação contínua e na valorização humana.

Quando se fala em comunicação social, fala-se também de cultura, de identidade e de soberania. O jornalismo angolano tem uma função essencial: contar Angola aos angolanos e ao mundo. Isso só será possível se houver equilíbrio entre compromisso individual e responsabilidade colectiva. O reencontro entre o Ministério e o Sindicato é um sinal de que existe espaço para construir consenso.

Mas esse consenso não deve ficar no papel. Devem transformar-se em políticas efectivas, fiscalizadas por “quem de direito”, sem manobras nem atrasos desnecessários. É preciso cultivar uma cultura de seriedade na gestão pública e no exercício jornalístico, porque ambos caminham juntos. O Estado garante condições e o profissional garante compromisso.

Quando uma das partes falha, toda a estrutura desmorona. Também é importante lembrar que a liberdade de imprensa não se defende apenas com discursos. Defende-se com práticas, com coragem e com o zelo de quem entende que informar é servir. A democracia precisa de uma imprensa firme, ética e responsável.

Os jornalistas angolanos têm de reencontrar a harmonia entre si. Mais solidariedade, menos intriga. Mais reconhecimento, menos vaidade. Porque só unidos poderão lutar por melhores condições e maior respeito. A reconciliação dentro da própria classe é tão necessária quanto o diálogo com as instituições. De nada serve exigir direitos se, internamente, não há respeito nem colaboração.

A força do jornalismo está na união e na credibilidade colectiva. Que este momento de negociações seja aproveitado para renovar compromissos. O Ministério deve cumprir o que promete. O sindicato deve representar com firmeza. E o jornalista deve trabalhar com zelo e dignidade. Só assim haverá equilíbrio entre todos os lados.

Não podemos esquecer que o jornalismo é mais do que profissão. É missão social. A informação que se transmite molda consciências, influencia decisões e constrói memórias. Um erro pode destruir reputações, mas uma verdade bem contada pode transformar um país. Cabe, portanto, ao jornalista cultivar não apenas a técnica, mas também o carácter.

A ética não pode ser palavra de ocasião, deve ser prática diária. O exemplo de integridade é a melhor herança que qualquer profissional pode deixar. O futuro da comunicação social em Angola dependerá da seriedade com que cada actor cumpre o seu papel. Do gestor ao repórter, do político ao cidadão, todos precisam assumir que o jornalismo não é ornamento, é alicerce da democracia. Por isso, o tempo pede menos discursos e mais resultados. Menos promessas e mais realizações.

O país merece uma imprensa respeitada, com condições dignas de trabalho e profissionais reconhecidos pela sua dedicação. O que se constrói com diálogo tem mais força e mais durabilidade. Mas o diálogo deve ser transparente, honesto e acompanhado de ações concretas. É isso que fará o jornalismo angolano caminhar com passos firmes para o futuro.

Porque não há democracia sem imprensa livre, e não há imprensa livre sem jornalistas conscientes do seu papel. A missão de informar exige sacrifícios, mas também traz recompensas imateriais, como o respeito, a confiança e a gratidão de um povo. Que cada jornalista encontre em si a coragem de continuar, mesmo diante das dificuldades.

Que encontre na palavra o poder de edificar, e na verdade o guia maior do seu ofício, porque é assim que se constrói credibilidade. Este é um convite à reflexão e à reconciliação.

Que a classe reencontre o respeito, que o Estado cumpra as suas promessas e que cada jornalista honre a missão de informar com verdade. Que o jornalismo angolano seja sempre fonte de esperança, transparência e dignidade.

Por: YARA SIMÃO

Negócios Em Exame Negócios Em Exame Negócios Em Exame

Recomendado Para Si

África não precisa de mais heróis, precisa de mais instituições

por Jornal OPaís
19 de Junho, 2026

Há uma imagem que muitos angolanos conhecem. Num bairro, numa escola, numa associação comunitária ou numa repartição pública, existe quase...

Ler maisDetails

Lomengo, o genro esfomeado – Vidas de Ninguém (XXIV)

por Jornal OPaís
19 de Junho, 2026

A os 31 anos, Cafumba era uma jovem morena, de pernas grossas, dentes branquinhos, cabelos compridos e massa física corpulenta,...

Ler maisDetails

A solidão dos fortes

por Jornal OPaís
19 de Junho, 2026

A fortaleza é uma das qualidades mais admiradas na sociedade angolana. Admiramos a mãe que nunca desiste dos filhos, o...

Ler maisDetails

É de hoje… Quem conhece as Quedas dos Bem-Casados?

por Dani Costa
19 de Junho, 2026

Há alguns anos, num daqueles momentos de aventura, decidimos visitar o amigo Tito, que, depois de largos anos emprestado ao...

Ler maisDetails

Refinaria de Cabinda produziu mais de 450 mil barris de Óleo Combustível Pesado desde inauguração em 2025

21 de Junho, 2026

Téte António defende uma diplomacia virada para o conhecimento e capaz de aproximar universidades e centros de investigação

21 de Junho, 2026

Presidente da República aprova maisde 100 mil milhões de kwanzas paraacomodar vítimas das cheiasem Benguela

21 de Junho, 2026

‎Médica angolana conclui com êxito pós-graduação em Medicina Estética na Espanha

21 de Junho, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Mundial 2026
  • AngoTic
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
  • Desporto
  • Mundo
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.