Actualmente, vivemos numa sociedade profundamente marca da pela presença das redes sociais e pela digitalização das relações humanas, o que transformou significativamente a forma como comunicamos, consumimos as informações e tomamos decisões.
A chamada “Economia da Atenção” tornou-se essencial para compreender a realidade contemporânea, sobretudo por que a atenção humana passou a ser uma das “moedas” mais disputadas no universo digital.
O conceito surgiu em 1971 como resposta ao excesso de informação no mundo moderno. Mais tarde, em 1990, ganhou desta que com autores como Michael Goldhaber, que defendia que, no ambiente digital, a atenção pode ser mais valiosa do que o dinheiro em vários contextos.
Com cerca de 5,24 mil milhões de utilizadores activos de redes sociais no mundo, este número representa mais de 63% da população global. Em Angola, estima-se que haja cerca de 5,5 milhões de utilizadores de redes sociais até 2026, o que corresponde a aproximadamente 14% da população, com destaque para o Facebook, o WhatsApp, o Instagram e o TikTok.
A internet deixou de ser apenas um meio de comunicação para se tornar um espaço de competição pela atenção dos utilizadores. As plataformas digitais não funcionam apenas como ferramentas de interacção social, mas sobretudo como canais para captar o tempo, o foco e a atenção das pessoas.
Quanto maior o tempo de utilização, maior a geração de dados e a possibilidade de direccionamento de publicidade, tornando a atenção um activo económico cada vez mais valioso.
Este fenómeno tem impactos profundos na forma como pensamos e agimos. A “Economia Comportamental”, por exemplo, ajuda a explicar este processo, ao demonstrar que as decisões humanas não são totalmente racionais, sendo influenciadas por atalhos mentais e cognitivos.
Assim, conteúdos apelativos, que estimulam a visão e a emoção, acabam por moldar opiniões, preferências e comportamentos de consumo, muitas vezes de forma inconsciente.
Por: OLÍVIO DOS SANTOS









