A activista ambiental, Fernanda René, adverte que a destruição de zonas húmidas, no Lobito, província de Benguela, tem provocado cheias. A especialista defende a conservação desses espaços, habitat natural dos flamingos, uma espécie rara no mundo
Foi a pensar na preservação das zonas húmidas que a engenheira Fernanda René, ao lado do professor de biologia Alber to Chiquito, decidiu colocar em livro aquilo que considera «recomendação» para os decisores do país, no geral, e do município do Lobito, em particular, em relação às zonas húmidas, habitat de aves como o flamingo, principal símbolo do município.
René justifica que a principal motivação para ‘a duas mãos’ escreverem a obra científica se deveu, fundamentalmente, à destruição a que tem assistido, quase que diariamente, das zonas húmidas do Lobito, sendo que é nesses ecossistemas que habitam diversas aves, com particular destaque para o flamingo.
“Por outro lado, como sabem, as zonas húmidas são cruciais na protecção das cidades contra as cheias e inundações, porque são esses ecossistemas que funcionam como bacia de retenção de águas pluviais”, vincou, ao ressaltar que essas evitam catástrofes naturais, para além de serem cruciais para as alterações climáticas.
Por: Constantino Eduardo, em Benguela









