Nos últimos dias, um dos assuntos que mais tem movimentado conversas, grupos de WhatsApp, paragens, mercados e redes sociais é o suposto desaparecimento de órgãos genitais masculinos.
Segundo os relatos que circulam, cidadãos provenientes da vizinha República Democrática do Congo, ao tocarem em homens, fariam os seus órgãos desaparecer. Primeiro falou-se literalmente em desaparecimento.
Depois começaram versões mais “moderadas”, dizendo que afinal não desapareciam totalmente, apenas encolhiam ou diminuíam de tamanho.
A Polícia Nacional já veio a público desmentir a situação, afirmando que os supostos afectados foram submetidos a análises e encontravam-se todos fisicamente normais.
Mesmo assim, o assunto continua. E isso revela algo muito mais profundo sobre nós enquanto socie dade. Confesso que esse tipo de tema normalmente não prende mui to a minha atenção.
Mas de tanto ouvir pessoas a falarem disso com absoluta convicção, comecei a observar melhor. O mais curioso não é apenas a história em si. É a certeza com que ela é contada. “Eu vi.” “O primo do meu vizinho aconteceu.” “O rapaz estava mesmo sem na da.” “Depois voltou.”
Por: LÍDIO CÂNDIDO “VALDY”









