EMPEMA-ENSA BANCO BAI SOCIJORNAL SOCIJORNAL
OPaís
Ouça Rádio+
Sex, 26 Jun 2026
  • Mundial 2026
  • AngoTic
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
  • Desporto
  • Mundo
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Mundial 2026
  • AngoTic
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
  • Desporto
  • Mundo
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Dominância fiscal e dominância monetária III

Jornal Opais por Jornal Opais
20 de Dezembro, 2024
Em Opinião

Contrariamente ao que se verifica em períodos de normalidade de conjuntura económica, quando o Banco Central fixa uma trajetória da taxa de juro de referência para atingir as suas metas de inflação, e a política fiscal ajusta-se para compensar qualquer efeito de oscilação para cima da taxa de juro de referência sobre o endividamento público, assiste-se a uma dependência da política fiscal face à política monetária.

Poderão também interessar-lhe...

É de hoje… Até Dezembro, camaradas

O partido e a civilização

É de hoje… Encontros que deveriam ser normais

Dito de outro modo, por um lado, ao verificar-se uma subida da taxa de juro de referência, haverá um aumento da posição primária, em algum momento, para compensar o aumento dos gastos com os juros da dívida pública.

Por outro, ao assistir-se, por parte dos governos, à sinalização da disposição para gerar uma sequência de superavits primários necessários para a estabilização da relação dívida pública/PIB (Produto Interno Bruto), verifica-se uma inversão dessa relação.

Assim sendo, a política monetária terá que pagar um prémio pelo alto risco da queda da relação da dívida pública/PIB ocorrer por via da inflação, ou seja, por meio da “inflação” do PIB nominal. O prémio expresso por meio de um aumento nas taxas de juro futuras deverá ser validado pela trajectória da taxa de juro de referência ao longo do tempo.

De contrário, a parcela dos investidores mais avessa ao risco de reestruturação e/ou renovação da dívida pública se refugiará em moedas mais fortes (como é o caso do dólar norteamericano ou do euro).

Essa compra de moeda forte aumenta os níveis de inflação e a consequente expansão do PIB nominal, destruindo a relação da dívida pública/PIB por meio da imperfeita indexação da dívida pública à inflação.

Dessa forma, assiste-se à reversão da relação de dependência entre a política monetária e a política fiscal. Logo, a política monetária tem de pagar o prémio necessário para a cobertura da insustentabilidade da trajectória fiscal e do risco da possibilidade de construção de uma solução por via da inflação. Toda via, importa sinalizar que a eventualidade de uma solução, por via da inflação, é dependente da cooperação e/ou da inação do Banco Central.

A gestão da taxa de juro de referência deve contemplar uma certa dose de desvalorização cambial para acelerar a inflação e de tal forma a derrubar o valor real do endividamento público em relação ao PIB, não obstante isso impor perdas aos detentores da dívida pública.

Exactamente, o que ocorreu no período entre 2012 e 2022, onde os bancos centrais em várias geografias surpreenderam-se com as elevadas taxas de inflação, que acabaram por não representar uma situação “transitória”, mas sim uma forte e inesperada redução no valor dos activos de renda fixa, culminando com uma assinalável deterioração da relação dívida pública/PIB, inclusive em Angola.

Tal cenário leva a uma autêntica luta de egos por parte dos decisores das duas políticas (fiscal e monetária). No limite, verifica-se, da parte dos bancos centrais, uma predisposição a fim de se arrastar a economia para uma recessão, ao invés de perderem por completo a sua credibilidade.

O que deixa claro a iminência da ocorrência de uma recessão económica caso não haja atempadamente um credível ajustamento fiscal. Pois, para muitos economistas (defensores da independência total dos bancos centrais, dos quais nos distanciamos parcialmente), uma eventual cedência do Banco Central levaria o país em causa a fase final de dominância fiscal, onde se assistiria a uma perda de credibilidade na gestão, tanto da política monetária quanto da política fiscal, dando origem a uma fuga generalizada de capitais, e, consequentemente, ao encerramento do mercado cambial, agravando as restrições sobre os saques bancários e/ou uma mudança radical no regime monetário-fiscal.

Considerando os desfasamentos existentes, entre a política monetária restritiva e a economia real, durante muitos meses, viver-se-ia com uma disfunção cognitiva entre a economia de um país que regista um bom nível de crescimento económico e a redução dos níveis de desemprego versus um mercado financeiro prevendo uma crise.

Nestas circunstâncias, estaremos diante de dois cenários distintos: no primeiro cenário, finalmente, os governos entendem a necessidade de um ajustamento fiscal estrutural (se gradual) e, no segundo, o governo parte para o “tudo ou nada” com mais um aumento dos gastos fiscais e parafiscais numa clara tentativa desesperada de manter a reestruturação da economia, principalmente em vésperas de períodos eleitorais, um cenário com grande probabilidade de desencadear o estágio final da dominância da política fiscal sobre a política monetária.

 

Por: WILSON NEVES

Economista* 

Negócios Em Exame Negócios Em Exame Negócios Em Exame

Recomendado Para Si

É de hoje… Até Dezembro, camaradas

por Dani Costa
26 de Junho, 2026

Há poucos anos, o comum era os adversários apontarem o MPLA como sendo um suposto exemplo de falta de democracia...

Ler maisDetails

O partido e a civilização

por Jornal OPaís
25 de Junho, 2026

Tenho escrito, com al guma regularidade, algumas reflexões sobre a China e pos so dizer com certe za absoluta que...

Ler maisDetails

É de hoje… Encontros que deveriam ser normais

por Dani Costa
25 de Junho, 2026

Um encontro entre os líderes parlamentares do MPLA e da UNITA tornou-se notícia nos últimos dias. Em causa estava o...

Ler maisDetails

O que te ensinaram a chamar amor?

por Jornal OPaís
24 de Junho, 2026

Ontem, enquanto regressava para casa, ouvia um programa de rádio em que se falava sobre relaciona mentos, formas de amar...

Ler maisDetails

É de hoje… Até Dezembro, camaradas

26 de Junho, 2026
Fotos de Daniel Miguel

MADALENA CHIMPOLO:“Em termos genéticos, não acreditamos que existam fronteiras definidas que permitam dividir a espécie humana”

26 de Junho, 2026
Foto de Carlos Augusto

Perigo iminente: Pânico abala ‘inquilinos’ do Estádio da Cidadela após desabamento de parte da infra-estrutura

26 de Junho, 2026

Amontoados de lixo resistem nas ruas do Zango e “entopem” valas de drenagem

26 de Junho, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Mundial 2026
  • AngoTic
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
  • Desporto
  • Mundo
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.