OPaís
Ouça Rádio+
Sáb, 17 Jan 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Da urna ao exame: E se Angola testasse os seus deputados?

Jornal OPaís por Jornal OPaís
9 de Dezembro, 2025
Em Opinião
Foto de: DANIEL MIGUEL

Foto de: DANIEL MIGUEL

Acompanho, com alguma frequência, os pronunciamentos de alguns deputados da nossa Assembleia Nacional e, sinceramente, casos há em que me deixam muito preocupado. Lá mais adiante encontramos a razão: Eles são eleitos. Daí que me tenha interessado trazer um ensaio hipotético com a pergunta acima à liça.

Poderão também interessar-lhe...

O fracasso dos Palancas Negras no CAN 2025

Vandalizar os bens públicos é adiar o futuro de Angola…. e ainda pedir troco!

Acessibilidade, inclusão e economia: o custo invisível de excluir pessoas com deficiência do mercado

E se um dia Angola decidisse trocar a urna pelo exame? E se os deputados, antes de levantarem a mão para votar leis, tivessem, primeiro, de levantar a mão para responder a perguntas de direito constitucional, economia, ética pública e políticas sociais? Esta é uma ideia provocadora, mas útil para olhar de frente para o Parlamento que temos e o que poderíamos ter.

Num cenário hipotético, em que o acesso à Assembleia Nacional estivesse condicionado a um concurso público, o país testemunharia uma transformação silenciosa e radical. Os corredores do Parlamento seriam ocupados por juristas, economistas, filósofos, administradores públicos, académicos, pessoas habituadas a estudo, rigor e método. O debate ganharia profundidade. O escrutínio ao Executivo deixaria de ser mera formalidade.

As contas públicas seriam analisadas com a mesma precisão com que um auditor analisa um balanço. Seríamos, pela primeira vez, um país onde a competência política seria medida, literalmente, a régua e esquadro. Mas, todo ganho tem preço.

A representatividade social sofreria abalo. Um Parlamento composto por aprovados num concurso nacional não tenderia a excluir angolanos de zonas consideradas rurais, jovens sem acesso a ensino superior, líderes comunitários sem diplomas formais, mas com legitimidade moral.

A diversidade linguística, cultural e social que caracteriza o país perderia espaço para uma elite tecnocrática — eficiente, sim, porém distante da vida quotidiana dos cidadãos. Além disso, ao remover o voto da equação, o país colocaria a democracia numa zona incerta.

A política deixaria de ser expressão da vontade popular e transformarse-ia numa carreira técnica. O povo deixaria de escolher. Seria o exame a escolher. E isso, para uma democracia jovem, não é necessariamente avanço.

O exercício hipotético, no entanto, revela uma verdade incómoda: se tantos angolanos simpatizam com a ideia de deputados a fazer provas, é porque há falhas sérias no actual modelo. Não exigimos que os políticos estudem.

Não exigimos que se preparem. Não avaliamos o seu desempenho. A mediocridade tornou-se normalidade. E, quando a normalidade é fraca, a imaginação cria soluções radicais.

A resposta não está em substituir a urna pelo exame, mas em exigir que os partidos funcionem como verdadeiras escolas de quadros. Que recrutem melhor. Que formem melhor. Que avaliem melhor.

E que os deputados sejam obrigados a estudar, justificar o que fazem, prestar contas e a representar com dignidade. Se Angola testasse os seus deputados, talvez muitos não passassem.

Talvez este exercício sirva para lembrar que ser deputado não é privilégio — é responsabilidade. E responsabilidade não se improvisa. Aprende-se. Treina-se. Exige-se.

Por: KATEVE BAMBI

Jornal OPaís

Jornal OPaís

Recomendado Para Si

O fracasso dos Palancas Negras no CAN 2025

por Jornal OPaís
16 de Janeiro, 2026

Foi duro assistir à campanha dos Palancas Negras no CAN 2025. Angola até começou com alguma esperança, olhando para a...

Ler maisDetails

Vandalizar os bens públicos é adiar o futuro de Angola…. e ainda pedir troco!

por Jornal OPaís
16 de Janeiro, 2026

Há um hábito muito estranho que é ao mesmo tempo esquisito demais que insiste em resistir entre nós. Não podemos...

Ler maisDetails

Acessibilidade, inclusão e economia: o custo invisível de excluir pessoas com deficiência do mercado

por Jornal OPaís
16 de Janeiro, 2026

A exclusão de pessoas com deficiência (PCD) do mercado de trabalho e da economia angolana representa um custo invisível elevado,...

Ler maisDetails

Por que se deve fazer formação em Oratória e Comunicação?

por Jornal OPaís
16 de Janeiro, 2026

Vivemos numa época em que falar bem se tornou tão importante quanto saber. Todos os dias somos chamados a explicar...

Ler maisDetails

PN em Benguela confirma detenção de director dos Antigos Combatentes por suspeita de furto

17 de Janeiro, 2026

Emília Dias e Graciete da Sungua disputam a liderança da OMA

17 de Janeiro, 2026

Ministra destaca Sistema Nacional de Saúde como uma das maiores conquistas do Estado

17 de Janeiro, 2026

Camama realiza campanha de limpeza e desmantelamento de casas de processos ilegais

17 de Janeiro, 2026
OPais-logo-empty-white

Para Sí

  • Medianova
  • Rádiomais
  • OPaís
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos

Radiomais Luanda

99.1 FM Emissão online

Radiomais Benguela

96.3 FM Emissão online

Radiomais Luanda

89.9 FM Emissão online

Direitos Reservados Socijornal© 2026

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.