EMPEMA-ENSA BANCO BAI SOCIJORNAL SOCIJORNAL
OPaís
Ouça Rádio+
Sáb, 20 Jun 2026
  • Mundial 2026
  • AngoTic
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
  • Desporto
  • Mundo
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Mundial 2026
  • AngoTic
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
  • Desporto
  • Mundo
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Angola no GovTech Maturity Index 2025: modernização tecnológica como infra-estrutura de confiança

Jornal OPaís por Jornal OPaís
6 de Abril, 2026
Em Opinião
DR

DR

A modernização tecnológica em Angola ganhou um marcador externo com credibilidade: o Banco Mundial publicou o que avalia a maturidade digital de 197 economias, e colocou Angola no Grupo B, “Significant GovTech Maturity”, ligeiramente acima da média global.  Este dado interessa menos como etiqueta e mais como diagnóstico. O Grupo B marca um nível de consolidação que exige integração, qualidade e segurança.

Poderão também interessar-lhe...

África não precisa de mais heróis, precisa de mais instituições

Lomengo, o genro esfomeado – Vidas de Ninguém (XXIV)

A solidão dos fortes

Para o mercado, para sectores regulados e para cidadãos, o impacto mede-se em tempo, previsibilidade e confiança. Reduz-se tempo com processos digitais bem desenhados, ganha-se previsibilidade com regras e dados consistentes e consolida-se confiança quando a segurança sustenta a adopção.

O que o GTMI 2025 mede

O GovTech Maturity Index 2025 mede maturidade estrutural em quatro dimensões: sistemas nucleares (finanças, pessoas, interoperabilidade), prestação digital de serviços públicos, envolvimento digital dos utilizadores e condições institucionais, como estratégia, legislação, dados e competências digitais.

Na edição 2025, reforça a atenção à identidade digital, a princípios de uso responsável de Inteligência Artificial e à eficiência tecnológica, tratando o digital como infra-estrutura crítica. Quando serviços e dados suportam a vida económica, conformidade e continuidade, a exigência sobe. O valor concentra-se na arquitectura, na integridade e no controlo.

O que significa estar no Grupo B

O Grupo B é um ponto intermédio. Angola já tem capacidade de executar iniciativas relevantes. O desafio é consolidar integração e interoperabilidade, para o utilizador deixar de circular entre silos, para as empresas deixarem de repetir prova documental e para os processos ganharem previsibilidade.

A maturidade integrada assenta em padrões comuns, dados governados, autenticação consistente e monitorização contínua de uso e desempenho. O Banco Mundial, no lançamento do GTMI 2025, chama atenção para um ponto recorrente: muitos países lançam soluções digitais, mas não monitorizam com rigor a adopção efectiva e os resultados operacionais, factores que o próprio GTMI identifica como críticos para evoluir para níveis mais elevados de maturidade.

Em termos operacionais, isto significa que a próxima fase exige menos anúncios e mais engenharia de execução para eliminar redundâncias, ligar sistemas, harmonizar dados e reduzir fricção no percurso do utilizador.

No contexto regional, nomeadamente na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), o posicionamento ganha relevância adicional. Entre os países da região avaliados no índice, apenas Maurícias e Tanzânia integram o Grupo A, o nível mais elevado de maturidade GovTech. Angola posiciona-se no Grupo B, juntamente com economias como África do Sul e Zâmbia, enquanto vários países permanecem nos grupos C e D.

SEPE: de portal de serviços a coluna vertebral digital

Em Angola, o SEPE é uma base relevante para dar corpo a essa consolidação. O salto, daqui em diante, está em transformar o SEPE numa infra-estrutura digital, com integração progressiva de sistemas, autenticação consistente, regras de interoperabilidade e monitorização de uso e desempenho.

Um portal organiza o acesso aos serviços. Uma arquitectura digital integra processos, dados e autenticação entre instituições, criando continuidade operacional para cidadãos, empresas e administração. A interoperabilidade, tratada como regra operacional, reduz repetição, baixa erro e aumenta confiança. Aqui, a modernização tecnológica traduz-se em simplificação e previsibilidade.

Angola dispõe igualmente de enquadramento legal para assinaturas electrónicas e certificação digital, um elemento essencial para consolidar a desmaterialização administrativa e a validade jurídica dos processos digitais.

Experiências internacionais mostram como esta evolução acontece na prática. No Brasil, por exemplo, a plataforma GOV.BR permite que cidadãos utilizem uma única identidade digital para autenticar-se em diferentes serviços públicos, assinar documentos com validade jurídica e acompanhar processos administrativos de forma integrada. Mais do que um portal, trata-se de uma infra-estrutura digital de Estado que garante integração, escala e continuidade operacional.

Dados, cibersegurança e IA: o tripé que decide adopção

À medida que plataformas e integrações crescem, os dados são uma infra-estrutura crítica. Ter dados não chega. É preciso governá-los com qualidade, partilha, privacidade, rastreabilidade e retenção. Sem isso, há acumulação sem inteligência operacional e sem melhoria real na tomada de decisão.

A cibersegurança, neste contexto, é o fundamento da confiança. Quanto mais digital e interligado é o ecossistema, maior é o impacto de falhas. A confiança do utilizador depende de protecção consistente, controlo de acessos, capacidade de resposta e continuidade.

A Inteligência Artificial surge como uma oportunidade estratégica incontornável, mas com exigências adicionais. O GTMI 2025 reforça a necessidade de princípios claros de uso responsável de IA, especialmente em contextos de decisão pública e serviços digitais de grande escala.

Nos sectores regulados, isto traduz-se em critérios importantes de explicabilidade adequada ao risco, auditoria possível, dados governados e foco em casos de uso que reduzam fraude, acelerem triagem e melhorem serviço sem fragilizar direitos.

Implicações

Nas empresas, menos atrito e maior previsibilidade reduzem custo de contexto e aceleram decisões. Nos sectores regulados, interoperabilidade e autenticação consistente reforçam rastreabilidade e suportam auditoria. Para utilizadores, menos repetição de dados e mais transparência aumentam confiança na segurança da informação.

Para equipas que desenham e executam integrações, a próxima fase exige disciplina. Padrões de integração, catálogo de APIs, governação de dados, práticas de segurança e métricas de adopção deixam de ser “boa prática” e tornam-se o mecanismo real de consolidação do Estado digital.

Por Adilson Vicusso, consultor de negócios da TIS

Negócios Em Exame Negócios Em Exame Negócios Em Exame

Recomendado Para Si

África não precisa de mais heróis, precisa de mais instituições

por Jornal OPaís
19 de Junho, 2026

Há uma imagem que muitos angolanos conhecem. Num bairro, numa escola, numa associação comunitária ou numa repartição pública, existe quase...

Ler maisDetails

Lomengo, o genro esfomeado – Vidas de Ninguém (XXIV)

por Jornal OPaís
19 de Junho, 2026

A os 31 anos, Cafumba era uma jovem morena, de pernas grossas, dentes branquinhos, cabelos compridos e massa física corpulenta,...

Ler maisDetails

A solidão dos fortes

por Jornal OPaís
19 de Junho, 2026

A fortaleza é uma das qualidades mais admiradas na sociedade angolana. Admiramos a mãe que nunca desiste dos filhos, o...

Ler maisDetails

É de hoje… Quem conhece as Quedas dos Bem-Casados?

por Dani Costa
19 de Junho, 2026

Há alguns anos, num daqueles momentos de aventura, decidimos visitar o amigo Tito, que, depois de largos anos emprestado ao...

Ler maisDetails

UPRA e Morgan State assinam Memorando de Entendimento

20 de Junho, 2026

‎Plataforma automóvel ultrapassa 40 mil utilizadores em dois meses de actividade em Angola‎

20 de Junho, 2026

Angola e Moçambique reforçam cooperação parlamentar

20 de Junho, 2026

Ministro da Cultura acredita que união dos artistas pode garantir reconhecimento mundial do Semba

20 de Junho, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Mundial 2026
  • AngoTic
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
  • Desporto
  • Mundo
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.