OPaís
Ouça Rádio+
Qui, 23 Abr 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

A utilidade das normas gramaticais no ensino de uma língua: Uma análise reflexiva a vertentes normativista e sociolinguística

Jornal Opais por Jornal Opais
1 de Novembro, 2024
Em Opinião

O conhecimento interiorizado que todo falante possui, desde os recursos gramaticais da língua à sua capacidade para compreendê-los e utilizá-los nas mais distintas situações comunicativas, é denominado de competência gramatical.

Poderão também interessar-lhe...

O trunfo do Irão

A diligência diplomática

A visão estratégica do professor diante das linhagens gramaticográficas no ensino do português

Do mesmo modo, a capacidade de produzir e depreender frases adequadas ao seu contexto, por parte do utente da língua, consoante a sua cultura e sociedade em que se encontra, denomina-se por competência comunicativa.

Para melhor situarmos a nossa abordagem inicial, Scrivener (2005:227) afirma que a gramática remete, de modo geral, para os padrões generalizados da língua e à nossa capacidade de construir novos sintagmas e frases por meio de combinações de palavras e de regras gramaticais.

Tendo em conta o conceito acima, a gramática está relacionada com os padrões, as formas da língua e com a nossa habilidade para produzir discursos de forma variada, partindo das componentes inerentes à língua.

Em contrapartida, devemos compreender que o ensino da gramática é muito mais do que explicar tão-somente regras/ normas morfossintácticas de uma determinada língua, opondo-se à ampla percepção normativista que se tem da mesma.

Além disso, devemo-nos ater aos seus aspectos discursivos e pragmáticos, na medida em que o papel desempenhado pela gramática, nas aulas de línguas, é mais abrangente e reflexivo, com realce ao conceito de competência no âmbito comunicativo.

De acordo com Gomes, Santos e Lima (2019:2), a gramatica normativa, por ser de carácter precritivo, velando-se da padronização de uma língua, tem sido alvo de inúmeras críticas por parte de linguistas que, interessados na descrição e explicação dos actos da fala, construídos nas situações de uso, criticam a gramática como um catálogo de regras para um escrito exemplar, na qual, tudo o que não é previsto é excluído como desvio.

Ao contrário dos autores supracitados, Vilela (1993:144) assevera que a gramática dá ao estudante a capacidade de poder agir linguisticamente, de comunicar, de analisar textos e suas normas, sensibilizando o aluno para a língua: como meio de vida e actuação.

Assim, o domínio das normas gramaticais leva ao desenvolvimento das habilidades linguísticas do aluno no contexto de comunicação, assim como na análise e produção de textos com relação às normas vigentes na língua.

O processo de ensino e aprendizagem das normas gramaticais tem, como objetivo, adquirir uma certa competência gramatical, com vista à sua utilização em situações adequadas e contextualizadas.

Do mesmo modo, Lamas (1991:66) faz menção de que o ensino da gramática visa, entretanto, ao aperfeiçoamento da utilização da língua, à sua melhor e mais fácil comunicação, a um conhecimento crescente e a uma mais harmoniosa inserção no mundo.

Por outro lado, Duarte (1997:70) sugere três tipos de objectivos para o ensino da gramática: 1- A necessidade de uma ferramenta gramatical como instrumento; 2- Objectivos relacionados com o desenvolvimento de valores; 3- E, por último, os objectivos gerais e específicos de natureza cognitiva. Segundo autora acima, os objectivos não são apenas linguísticos, pois o ensino da gramática visa ainda ao desenvolvimento de valores nos alunos, melhorando, não somente a sua autoconfiança linguística, também a tolerência cultural e linguística dos mesmos.

Ainda, contribuem no desenvolvimento das capacidades cognitivas, na medida em que este ensino deve, de igual modo, ser entendido como uma reflexão sobre a língua guiada pelo professor.

No entanto, urge reanalisarmos o ensino da língua, de modo a olharmos para os conceitos referentes ao estudo gramatical. Ademais, a língua de ser vista de uma maneira diferente, de maneira a sustentar o objectivo de aprimorar o desempenho do aluno, bem como desenvolver as suas valências nas modalidades orais, leitoras e escritas. Referências Bibliográficas DUARTE, I. (1997).

Ensinar Gramática: para quê e como? GOMES, E.N., SANTOS, D.L., e LIMA, F.R. (2019). O Ensino do Pleonasmo na Escola Básica: por uma abordagem reflexiva e interacionista no tratamento da figura de linguagem e do vício de linguagem em aulas de Língua Portuguesa.

Cadernos Cajuína. LAMAS, E. (1991). Problematizar o Ensino da Gramática. In AA.VV., Actas do 2.º Encontro nacional de Didácticas e Metodologias de ensino. Aveiro: Universidade de Aveiro. SCRIVENER, J. (2005). Learning Teaching.

Oxford: Macmillan Books for teachers. VILELA, Mário (1993). O Ensino da Gramática na Escola: que Saída e que Justificação?. Diacrítica. Professor Feliciano António de Castro (PROFAC).

 

Por: FELICIANO ANTÓNIO DE CASTRO

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

O trunfo do Irão

por Jornal OPaís
22 de Abril, 2026

Todos os artigos e aná lises económicas e financeiras que estão a ser pensados e vertidos no papel (ou na...

Ler maisDetails

A diligência diplomática

por Jornal OPaís
22 de Abril, 2026

Em que consiste a diligência diplomática? Esta pergunta de parti da serve para limitar as diferentes formas de diligências existentes....

Ler maisDetails

A visão estratégica do professor diante das linhagens gramaticográficas no ensino do português

por Jornal OPaís
22 de Abril, 2026

Entrementes, uma gramática não pretende nem é capaz de esgotar a descrição da língua, a gramaticografia é, de facto, indissociável...

Ler maisDetails

Artigo de opinião:  O talento como prioridade: o que Angola já faz e o que ainda está por fazer

por Jornal OPaís
22 de Abril, 2026

Angola tem investido de forma crescente no desenvolvimento do seu capital humano. A expansão acadºemica e o aumento do número...

Ler maisDetails

Viagem Apostólica do Papa Lão XIV a Angola

Teresa Fukiady vence Grande Prémio Catoca de Jornalismo

22 de Abril, 2026

Catoca apresenta 30 anos de actividade em livro

22 de Abril, 2026

CEO cessante de Catoca considera que realização do prémio de Jornalismo no Leste demonstra consistência

22 de Abril, 2026

Cine Chikapa acolhe gala de premiação “Catoca de Jornalismo”

22 de Abril, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.