OPaís
Ouça Rádio+
Ter, 21 Abr 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

A utilidade das normas gramaticais no ensino de uma língua: Uma análise reflexiva a vertentes normativista e sociolinguística

Jornal Opais por Jornal Opais
1 de Novembro, 2024
Em Opinião

O conhecimento interiorizado que todo falante possui, desde os recursos gramaticais da língua à sua capacidade para compreendê-los e utilizá-los nas mais distintas situações comunicativas, é denominado de competência gramatical.

Poderão também interessar-lhe...

Sem comunicação, o compliance é uma ilusão corporativa

Vandalização ou vulnerabilidade? Infra-estruturas críticas, segurança nacional e a urgência de uma abordagem integrada em Angola

QUANDO O PAPA VEM… E DEPOIS VAI

Do mesmo modo, a capacidade de produzir e depreender frases adequadas ao seu contexto, por parte do utente da língua, consoante a sua cultura e sociedade em que se encontra, denomina-se por competência comunicativa.

Para melhor situarmos a nossa abordagem inicial, Scrivener (2005:227) afirma que a gramática remete, de modo geral, para os padrões generalizados da língua e à nossa capacidade de construir novos sintagmas e frases por meio de combinações de palavras e de regras gramaticais.

Tendo em conta o conceito acima, a gramática está relacionada com os padrões, as formas da língua e com a nossa habilidade para produzir discursos de forma variada, partindo das componentes inerentes à língua.

Em contrapartida, devemos compreender que o ensino da gramática é muito mais do que explicar tão-somente regras/ normas morfossintácticas de uma determinada língua, opondo-se à ampla percepção normativista que se tem da mesma.

Além disso, devemo-nos ater aos seus aspectos discursivos e pragmáticos, na medida em que o papel desempenhado pela gramática, nas aulas de línguas, é mais abrangente e reflexivo, com realce ao conceito de competência no âmbito comunicativo.

De acordo com Gomes, Santos e Lima (2019:2), a gramatica normativa, por ser de carácter precritivo, velando-se da padronização de uma língua, tem sido alvo de inúmeras críticas por parte de linguistas que, interessados na descrição e explicação dos actos da fala, construídos nas situações de uso, criticam a gramática como um catálogo de regras para um escrito exemplar, na qual, tudo o que não é previsto é excluído como desvio.

Ao contrário dos autores supracitados, Vilela (1993:144) assevera que a gramática dá ao estudante a capacidade de poder agir linguisticamente, de comunicar, de analisar textos e suas normas, sensibilizando o aluno para a língua: como meio de vida e actuação.

Assim, o domínio das normas gramaticais leva ao desenvolvimento das habilidades linguísticas do aluno no contexto de comunicação, assim como na análise e produção de textos com relação às normas vigentes na língua.

O processo de ensino e aprendizagem das normas gramaticais tem, como objetivo, adquirir uma certa competência gramatical, com vista à sua utilização em situações adequadas e contextualizadas.

Do mesmo modo, Lamas (1991:66) faz menção de que o ensino da gramática visa, entretanto, ao aperfeiçoamento da utilização da língua, à sua melhor e mais fácil comunicação, a um conhecimento crescente e a uma mais harmoniosa inserção no mundo.

Por outro lado, Duarte (1997:70) sugere três tipos de objectivos para o ensino da gramática: 1- A necessidade de uma ferramenta gramatical como instrumento; 2- Objectivos relacionados com o desenvolvimento de valores; 3- E, por último, os objectivos gerais e específicos de natureza cognitiva. Segundo autora acima, os objectivos não são apenas linguísticos, pois o ensino da gramática visa ainda ao desenvolvimento de valores nos alunos, melhorando, não somente a sua autoconfiança linguística, também a tolerência cultural e linguística dos mesmos.

Ainda, contribuem no desenvolvimento das capacidades cognitivas, na medida em que este ensino deve, de igual modo, ser entendido como uma reflexão sobre a língua guiada pelo professor.

No entanto, urge reanalisarmos o ensino da língua, de modo a olharmos para os conceitos referentes ao estudo gramatical. Ademais, a língua de ser vista de uma maneira diferente, de maneira a sustentar o objectivo de aprimorar o desempenho do aluno, bem como desenvolver as suas valências nas modalidades orais, leitoras e escritas. Referências Bibliográficas DUARTE, I. (1997).

Ensinar Gramática: para quê e como? GOMES, E.N., SANTOS, D.L., e LIMA, F.R. (2019). O Ensino do Pleonasmo na Escola Básica: por uma abordagem reflexiva e interacionista no tratamento da figura de linguagem e do vício de linguagem em aulas de Língua Portuguesa.

Cadernos Cajuína. LAMAS, E. (1991). Problematizar o Ensino da Gramática. In AA.VV., Actas do 2.º Encontro nacional de Didácticas e Metodologias de ensino. Aveiro: Universidade de Aveiro. SCRIVENER, J. (2005). Learning Teaching.

Oxford: Macmillan Books for teachers. VILELA, Mário (1993). O Ensino da Gramática na Escola: que Saída e que Justificação?. Diacrítica. Professor Feliciano António de Castro (PROFAC).

 

Por: FELICIANO ANTÓNIO DE CASTRO

Jornal Opais

Jornal Opais

Recomendado Para Si

Sem comunicação, o compliance é uma ilusão corporativa

por Jornal OPaís
21 de Abril, 2026

Nos últimos anos, o sector financeiro, bancário e segurador tem intensificado o discurso sobre o Compliance, entendido como um conjunto...

Ler maisDetails

Vandalização ou vulnerabilidade? Infra-estruturas críticas, segurança nacional e a urgência de uma abordagem integrada em Angola

por Jornal OPaís
21 de Abril, 2026

Os recentes actos de vandalização de postes de energia eléctrica em zonas como o Zango, Calumbo e outras áreas do...

Ler maisDetails

QUANDO O PAPA VEM… E DEPOIS VAI

por Jornal OPaís
21 de Abril, 2026

A visita do Papa Leão XIV a Angola mexeu com tu do. Mesmo para quem não é católico, foi impossível...

Ler maisDetails

É transformação digital em televisão: por onde começar

por Jornal OPaís
21 de Abril, 2026

Há alguns anos, um diretor de uma emissora africana me chamou para uma reunião urgente. Ele queria saber qual era...

Ler maisDetails

Viagem Apostólica do Papa Lão XIV a Angola

Papamóveis regressam a Roma após conclusão da visita papal a Angola

21 de Abril, 2026

Angola entre os cinco maiores programas espaciais de África, aponta relatório internacional

21 de Abril, 2026

Angola defende sistema de propriedade intelectual mais inclusivo em reunião da OMPI

21 de Abril, 2026
Foto de: CARLOS MOCO

MPLA felicita Presidente João Lourenço pelo êxito da visita do Papa Leão XIV ao país

21 de Abril, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.