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A ética e a probidade na Administração Pública angolana: Um apelo à transformação

Jornal Opais por Jornal Opais
10 de Dezembro, 2024
Em Opinião

A ética e a probidade são fundamentais para o fortalecimento da administração pública em Angola, especialmente em um contexto onde a democracia ainda busca sua plena realização.

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A realidade política do nosso país, marcada por desafios significativos, exige um compromisso renovado de todos os servidores públicos, independentemente de seu nível hierárquico.

Embora a administração pública angolana enfrente críticas em relação à transparência e à integridade, é crucial que os gestores públicos reconheçam a importância de agir como exemplos de ética e probidade.

Como cidadãos e servidores públicos, temos a responsabilidade de promover uma cultura de integridade que inspire confiança na população. A Bíblia, fonte de sabedoria e valores éticos, nos ensina em Provérbios 11:3 que “A integridade dos justos os guiará, mas a perversidade dos traiçoeiros os destruirá.” Essa passagem nos lembra que a integridade deve ser o norte das nossas acções, especialmente para aqueles que ocupam posições de liderança.

É essencial que os gestores públicos adoptem uma postura de abertura e receptividade às críticas construtivas, criando um ambiente onde a ética não seja apenas um ideal, mas uma prática diária.

A implementação de mecanismos de controlo interno e a promoção de uma gestão transparente são passos fundamentais para garantir que os princípios de ética e probidade sejam respeitados.

Além disso, a promoção de programas de capacitação e sensibilização sobre ética e probidade para todos os níveis de gestão pública pode contribuir significativamente para a transformação da cultura administrativa. Quando os gestores se comprometem com a ética, eles não apenas elevam o padrão de conduta, mas também inspiram seus subordinados a fazer o mesmo.

A Lei da Probidade Pública, que estabelece directrizes claras sobre a conduta dos agentes públicos, deve ser uma referência onstante. Os princípios que regem essa lei, como a imparcialidade, a transparência e o respeito pelo património público, devem ser incorporados nas práticas diárias de todos os servidores. Como Salmos 37:30-31 nos ensina: “A boca do justo profere sabedoria, e a sua língua fala o que é recto.

A lei de seu Deus está em seu coração; os seus passos não vacilarão.” Este versículo salienta a importância de que a ética e a probidade estejam enraizadas no coração dos servidores públicos, guiando suas acções e decisões.

Portanto, faço o seguinte apelo aos gestores da administração pública: que possamos juntos construir um ambiente onde a ética e a probidade sejam os pilares da nossa actuação.

Que cada um de nós, independentemente de nossa posição, se comprometa a agir com integridade e responsabilidade, promovendo uma administração pública que sirva verdadeiramente ao bem comum.

A transformação começa com pequenas atitudes. Que possamos ser agentes de mudança, inspirando uma nova geração de servidores públicos que valorizem a ética, a transparência e a probidade em todas as suas acções. Juntos, podemos construir um futuro mais justo e ético para a nossa Angola, onde a administração pública seja sinónimo de confiança e respeito.

 

Por: Selma Aragão

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