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A ciência sem consciência é perdição da alma

Jornal OPaís por Jornal OPaís
10 de Dezembro, 2025
Em Opinião

A frase do humanista francês François Rabelais “a ciência sem consciência é perdição da al ma” levanta uma questão profundamente ética: se rá que o conhecimento científico pode existir legitimamente sem responsabilidade moral? Em tempos de transformações acelera das, esta reflexão torna-se urgente, sobretudo em países em desenvolvimento como Angola, onde a construção do saber não deve estar desvinculada do bem comum.

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Vale lembrar que a ciência, em si, é neutra; o que define o seu valor social é a finalidade com que é utilizada. Ao longo da história, acompanhamos fases em que o processo científico foi instrumentalizado para fins destrutivos, e hoje, os de safios não são menores.

Por exemplo, a engenharia genética, a exploração de recursos naturais, a automação e os dados digitais co locam-nos diante de dilemas éticos complexos.

A ciência deve ser um instrumento de serviço à vida, e não de dominação. Como afirmava Albert Einstein em um simpósio sobre ciência, filosofia e religião: “a ciência sem religião é manca, e a religião sem ciência é cega (1941)”. Aqui, religião pode ser entendida como

consciência, espiritualidade e responsabilidade. Sem isso, o saber científico torna-se vazio e eventualmente destrutivo. Em Angola, o desenvolvimento científico e tecnológico ainda ca minha a passos lentos, mas não podemos negar que há avanços notáveis, sobretudo em áreas como saúde pública, energias renováveis e até mesmo na educação… No entanto, é necessário garantir que este progresso esteja alinhado com valores éticos e sociais.

A investigação científica deve responder às necessidades da população, respeitando a dignidade humana, a sustentabilidade ambiental e a justiça social. Por exemplo, o uso da ciência na agricultura_ como a investigação sobre sementes adaptadas ao clima nacional, só será benéfico se for acompanhado por políticas que respeitem os pequenos produtores e combatam a fome.

Na área da saúde, os avanços só serão legítimos se forem acessíveis a todos e respeita rem os direitos dos pacientes. Assim propõe-se uma abordagem científica humanizada, que valorize não apenas os resultados, mas os meios pelos quais se chega a eles.

As universidades e centros de pesquisa devem incluir nos seus currículos a formação “ética e deontológica”, promovendo uma consciência crítica nos futuros investigadores, pois é esta consciência que os lembrará que, por trás de cada fórmula, experimento ou inovação, exis tem vidas humanas e um planeta a preservar.

Em síntese, a ciência é, sem dúvida, uma das maiores conquistas humanas. Mas para que sirva verdadeiramente à humanidade, deve ser guiada pela consciência… Num país em crescimento como Angola, a ciência deve estar ao serviço do povo, da justiça e do desenvolvimento sustentável. Cabe, assim, a comunidade académica e científica assegurar que o saber produzi do esteja ao serviço da humanidade e não da sua perdição.

Por: MÁRIO FILOMENO

Académico

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