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Policarpo da Rosa: “O documento da minha nomeação para a tomada de posse como director do JD desapareceu antes do acto no MCS”

Sebastião Félix por Sebastião Félix
3 de Abril, 2026
Em Entrevista
DANIEL MIGUEL

DANIEL MIGUEL

No Zango III, província de Icolo e Bengo, a equipa do jornal OPAÍS dirigiu-se à residência do antigo jornalista desportivo Policarpo da Rosa. Numa conversa descontraída, o então profissional do Jornal de Angola e do Jornal dos Desportos (JD), produtos das Edições Novembro, contou a forma como entrou para o JDM (Jornal Desportivo Militar) em 1982. Na época, Policarpo da Rosa era leitor assíduo do jornal A Bola. Após ler um anúncio no Jornal de Angola de que se precisavam candidatos, dirigiu-se para aquela casa de informação. No local, foi recebido por Gustavo Costa, que lhe indicou o CODENM, onde foi recebido pelo saudoso director Ângelo Silva. Após o teste e ter sido apto, trocou o professorado pela profissão que o levou até à reforma. Na sua folha de serviço, constam coberturas nacionais e internacionais. O então director do JD, hoje copy desk no Jornal de Angola, “pendurou as botas” com o sentimento de dever cumprido

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Antes de ser jornalista, foi professor. Quem o levou para o então Jornal Desportivo Militar (JDM)?

Não conheci o meu pai. Conheci a minha mãe quando tinha 12, 13 anos. Estudava ali, na Emídio Navarro, ao pé da antiga Macambira, na Vila Alice. Depois de algum tempo, comecei a dar aulas. Morava na Rua do Margoso, no Prenda. O casal que me criou tinha um filho que era desportista, jogava no Ferroviário de Angola. Ele não foi para Portugal jogar por ser filho único. Então, mandavam-me comprar jornais: A Bola, Mundo Desportivo e outros. Comprava, ali, ao pé da sede do 1.º de Agosto, às vezes no então Largo da Maianga, na Mutamba, na tabacaria do jornalista e comentador Oliveira Campos (em memória). Sempre que comprava os jornais, não ia directamente para casa; ficava num local da cidade a ler todas as notícias. E aquilo mexia comigo! Certo dia, estava a ir dar aulas, na Samba, e vi um ardina a vender o Jornal de Angola. Comprei-o e, assim que comecei a folheá-lo, vi um anúncio: “Precisa-se de candidatos para jornalista”, qualquer coisa assim! A informação voltou a mexer comigo. Os candidatos tinham que se dirigir ao Comité Desportivo Nacional Militar (CODENM), na sede do 1.º de Agosto. No dia seguinte, fui directamente ao Jornal de Angola, e quem me recebeu foi o falecido Gustavo Costa. Ele respondeu- me que não era lá e que tinha que ir à sede do 1.º de Agosto e, assim que lá chegasse, perguntaria pelo Ângelo Silva. Nesse dia, já não fui dar aulas. Fui a pé até ao CODENM.

Assim que foi recebido pelo director Ângelo Silva, foi admitido e, dias depois, foi para o Huambo cobrir um jogo. Confirma es- se facto?

Posto lá, o Ângelo Silva perguntou-me o que sabia fazer. Respondi que era professor. Ele disse-me: “Vai para casa e desenvolve um tema sobre o desporto da Independência até à data presente, na época.” Não tinha máquina de escrever, mas tinha boas relações com a Comissão do Bairro. Como tinha uns arquivos, escrevi duas ou três folhas. No dia seguinte, fui deixar o tema, numa sexta-feira. O Ângelo Silva, ao ler, disse-me: “Tu percebes de desporto!” Então, orientou-me que, no dia seguinte, Sábado, fosse ao Huambo cobrir o jogo entre o 1.º de Agosto e o Desportivo da Huíla. Aquilo foi um espanto para mim. Nunca tinha andado de avião. Não sabia o que era, na prática; só lia uma crónica de jogo. O 1.º de Agosto, por castigo, tinha que jogar fora de Luanda. O Ângelo Silva só me disse que, quando chegasse, tinha que ir ter com o Napoleão Brandão no hotel, que ele me diria o resto.

Foi um baptismo difícil e sem padrinho em 1982?

Vou para casa, falo com a minha falecida esposa. Ela aceita. Vou para o aeroporto; o fotógrafo não apareceu e embarquei sozinho. Posto lá, saio do aeroporto e apanho uma motorizada até ao hotel onde estava o Napoleão. Disseram-me que o 1.º de Agosto tinha ido treinar na Caála. Fiquei à espera. Assim que ele chegou, mostrou-me o quarto. O jogo era no Campo das Cacilhas, onde está hoje o novo Daniel Cassoma Lutucuta. Fui ao estádio e fiz a cobertura, sem saber que o JDM estaria nas bancas. No mesmo dia, voltámos para Luanda; escrevi, entreguei, e no dia seguinte o jornal foi para a gráfica. Na terça-feira, o jornal saiu com a minha primeira crónica. Eu não sabia que o jornal sairia!

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