Localizadas a poucos metros da estrada principal que liga o Zango 0 à Centralidade do Zango 8.000, as valas a céu aberto têm servido, ao longo dos anos, como os principais canais de drenagem das águas pluviais. Contudo, o seu estado actual, marca do pela acumulação de lixo, levanta sérias preocupações entre os moradores, que apelam à intervenção urgente das autoridades para evitar transtornos durante a próxima época chuvosa
A situação do lixo nos bairros Zango 1, 2, 3, 4, 5 e na Centralidade do Zango 8.000, no município de Calumbo, província de Icolo e Bengo, tem vindo a assumir contornos preocupantes. Não é preciso per correr longas distâncias para encontrar grandes amontoados de resíduos sólidos espalhados por vários pontos destas zonas habitacionais.
Nos últimos tempos, o problema agravou-se com a invasão das valas de drenagem, com destaque para as localizadas nos Zangos 1 e 2. Estas infra-estruturas são fundamentais para o escoamento das águas pluviais, mas encontram se, actualmente, tomadas por lixo, situação que preocupa os moradores, numa altura em que se aproxima a época chuvosa.
Estruturas vulneráveis
As valas de drenagem do Zango constituem infra-estruturas fundamentais para o escoamento das águas das chuvas. Uma zona que enfrenta vários desafios ao nível das infra-estruturas urbanas, estes canais desempenham um papel determinante na prevenção de inundações. Localizadas a poucos metros da estrada principal que liga o Zango 0 à Centralidade do Zango 8.000, as valas a céu aberto têm servido, ao longo dos anos, como os principais canais de drenagem das águas pluviais.
Contudo, o seu estado actual, marcado pela acumulação de lixo, levanta sérias preocupações entre os moradores, que apelam à intervenção urgente das autoridades para evitar transtornos durante a próxima época chuvosa.
Em declarações ao jornal OPAÍS, os habitantes receiam que a acumulação de resíduos nestas valas venha a dificultar o normal escoamento das águas das chuvas, aumentando, assim, o risco de inundações e colocando em perigo pessoas e bens. É o caso de Nilda Afonso, moradora do Zango 2 há mais de dez anos, que afirma nunca ter visto a localidade tão suja como actualmente.
“Até admiro como é que os gover nantes não conseguem ver a situ ação que o lixo está a tomar. Será que aqui não moram governantes? Será que não existe administração para ver o que está a acontecer? Já temos lixo em tudo quanto é canto e agora até nas valas de drenagem. Como é que isso vai ficar quando começar a chover? É um perigo. É preciso resolver esta situação com urgência”, apelou.








