A os 31 anos, Cafumba era uma jovem morena, de pernas grossas, dentes branquinhos, cabelos compridos e massa física corpulenta, com quase dois metros de altura.
Ela nem parecia que nasceu e cresceu nas terras de Mazozo, onde, além da beleza das pessoas, as densas matas, as casas de pau-a-pique, o chão quente das lavras e o cantar dos pássaros, no final do dia, tornavam a zona num paraíso para os filhos da terra.
E o festejo daquele dia era justamente a celebração de uma filha que regressara com o seu esposo para o lugar de onde ela nunca devia ter saído. Naquele dia, Lomengo percorreu longa distância para conhecer a família de Cafumba, a mulher com quem já vivia há dez anos.
Ao longo do caminho, o casal comprou carne de javali na praça da Funda Pequena, óleo de palma, açúcar e dois quilos de café para alegrar a família que o esperava ansiosamente.
Comprou também rebuçados e chupa-chupas para os sobrinhos e os dois irmãos caçulas de Cafumba, que morriam de saudades da irmã mais velha.
Ao chegar a Mazozo, a recepção parecia uma festa. Havia música, dança, assobios e sorrisos no rosto do alargado agregado familiar de Cafumba para receber o genro que nunca tinha dado as caras, apesar de já ter feito sete filhos com ela.








