O engenheiro angolano Belarmino Lourenço de Sabugosa Van-Dúnem participou na Asset Integrity, Automation and Cybersecurity Conference and Showcase (AIAC West Africa 2026), realizada nos dias 9 e 10 de Junho, em Lagos, República Federal da Nigéria.
De acordo com uma nota enviada hoje ao Jornal OPAÍS, o evento reuniu especialistas, operadores e fornecedores tecnológicos de vários países para debater os desafios da integridade de activos, automação industrial e cibersegurança nos sectores de petróleo, gás e energia.
Ainda de acordo com o documento, além de integrar o Comité Técnico da conferência na área de Automação e Cibersegurança, o especialista angolano fez parte de um painel e participou como orador apresentando o tema “From Corrective to Predictive: Leveraging Mass Balance Frameworks and Process Automation for Sustainable Energy Management in Africa’s Aging Oil Assets”, dedicado à modernização dos activos petrolíferos maduros do continente africano.
Na sua intervenção, defendeu a adopção de modelos preditivos suportados por automação industrial, sistemas inteligentes de medição e análise avançada de dados para aumentar a eficiência operacional, reduzir perdas e reforçar a sustentabilidade energética.
Segundo o especialista, a automação reduz significativamente o tempo entre a detecção de anomalias e a resposta operacional, contribuindo para operações mais seguras e eficientes.
Belarmino Van-Dúnem destacou igualmente que os sistemas de medição estão a evoluir de simples ferramentas comerciais para instrumentos de inteligência operacional, capazes de apoiar a tomada de decisão em tempo real. Sublinhou ainda que operações verdadeiramente inteligentes dependem da qualidade e da fiabilidade dos dados recolhidos no terreno.
A presença de um quadro angolano num dos principais fóruns técnicos da África Ocidental reforça a participação do país nos debates sobre transformação digital e gestão sustentável de activos energéticos.
“A conferência constituiu igualmente uma oportunidade para a partilha de conhecimentos e para o fortalecimento da cooperação técnica entre profissionais e instituições do sector energético africano”, lê-se na nota









