Nenhum processo de transição parece ser, de início, motivo de alegria, mas de dor; a passagem do ensino médio para o superior não foge à regra. A transição confronta o indivíduo com múltiplas exigências e inúmeros desafios na esfera pessoal, social, académica e vocacional. Muita coisa é deixada para trás: professores, colegas, amigos e a instituição de ensino.
Alguns jovens procuram ajuda profissional para saber qual é a sua vocação, o que, por sua vez, irá catapultar uma escolha mais assertiva do curso/carreira a seguir para que tenham bons êxitos.
Antes mesmo de se descobrir o curso é importante que haja uma preparação prévia a nível psicológico com o intuito de encarar a mudança de paradigma: uma nova instituição de ensino, novos professores, novas unidades curriculares, no vos critérios de avaliação, no vos colegas e novos amigos.
Todo e qualquer tipo de mu dança, suscita implicitamente uma adaptação. Isto sucede porque uma mudança despoleta uma sucessão de eventos: novas exigências, novos de safios, novos propósitos; uma das duas possibilidades se verifica: uma realidade similar à anterior que tenha de ser aprimorada ou uma realidade completamente nova que tenha de ser aprendida, o que não acontece de forma abrupta, mas de forma gradual.
O processo de transição pode ser permeado por sentimentos ambíguos, que são, tendencialmente, persistentes dada a discrepância entre as expectativas iniciais e as experiências vividas no contexto universitário.
Por um lado, o ingresso na universidade é percebi do como uma oportunidade de desenvolvimento profissional, pessoal e interpessoal, na qual o indivíduo adquire maior liberdade e autonomia para realizar escolhas.
Em contrapartida, podem emergir sentimentos de ansiedade e de insegurança face às novas demandas e/ou novos desafios académicos e pessoais, sendo estes sentimentos característicos do contexto universitário, bem como pelas responsabilidades que a vida adulta acarreta.
Mudanças típicas desta fase, como a saída de casa, distanciamento do ambiente familiar, alterações nas redes de amizade, exigências de maior autonomia, cobranças por desempenho académico, necessidades de administrar o tem poentre outras responsabilidades impostas pelo mundo universitário, têm o potencial de impactar significativamente a vida dos estudantes, contribuindo deste modo para o baixo rendimento e/ou insucesso académico, desistência e situações extremas, desenvolvimento de comportamentos de risco.
Por: ROSALDINA CORTEZ









