O município de Viti Vivali, na província da Huíla, registou, durante o ano passado, um total de 15 mil 992 casos de malária, uma das principais doenças que preocupam as autoridades sanitárias da municipalidade, que clamam pela intervenção do Governo Provincial.
A informação foi avançada recentemente pela administradora municipal, Eudaliciosa Cesaltina César Binda, durante um encontro que manteve com o governador provincial da Huíla, Nuno Mahapi, que trabalhou naquele município.
Segundo a responsável, para além da malária, as doenças diarreicas agudas, respiratórias e a hipertensão constituem igualmente as enfermidades mais preocupantes, tendo referido que as primeiras devem-se ao consumo de água imprópria para a saúde humana. Para reduzir ou combater as doenças de fórum hídrico, a administradora municipal defende a construção de um novo sistema de abastecimento de água potável.
“No que diz respeito ao quadro geral das doenças mais frequentes, a malária ocupa o pico. A cólera, a nível do nosso município, também foi vivida com o registo de 106 casos positivos. Infelizmente, lamentamos a existência de duas mortes. Tanto para a malária como para a cólera, especialmente, continuam a ser adoptadas várias medidas de prevenção contra as doenças, desde acções de sensibilização comunitária, distribuição de hipoclorito, mosquiteiros e construção de algumas latrinas. É ainda imperioso continuar a lutar pela abertura de mais pontos de água, porque estas doenças são causadas pela falta de saneamento básico, e é muito difícil falar de saneamento básico se não tivermos água potável”, disse.
A rede hospitalar no município de Viti Vivali é composta por cinco unidades sanitárias, sendo três centros de saúde e dois postos de saúde. O centro de saúde da sede municipal tem a capacidade de 10 camas. Este número, segundo Eudaliciosa Cesaltina César Binda, não é suficiente, tendo em conta o número de habitantes.
Em termos de recursos humanos, controla 38 funcionários, sendo dois médicos, 21 enfermeiros e 11 administrativos.
A administradora municipal disse que há uma grande necessidade de contratar mais enfermeiros e médicos, bem como da aquisição de uma ambulância para referenciar os pacientes cuja necessidade não pode ser satisfeita naquela parcela do território huilano.
Por: João Katombela, na Huíla









