A falta de professores no município de Viti Vivali, a 110 quilómetros da cidade do Lubango, capital da província da Huíla, está a deixar um total de 1.931 crianças em idade escolar fora do sistema normal de ensino, para preocupação dos habitantes, que clamam pela construção de mais escolas e admissão de novos professores.
O director municipal da Educação no Viti Vivali, Domingos Safuca Agostinho, informou recentemente, em entrevista exclusiva ao Jornal OPAÍS, que o sector regista um défice de professores para dar resposta às necessidades da educação.
De acordo com o responsável, a Direcção Municipal da Educação controla 123 professores do ensino primário, 1.º e 2.º ciclos do ensino secundário, um número que não corresponde às exigências dos habitantes do mais novo município da província da Huíla.
“A educação é um sector que funciona na sua normalidade. Controla 128 funcionários, dos quais temos cinco administrativos e 123 que estão em frente dos alunos. Este número não é suficiente, pelo que precisamos de pelo menos 80 professores para suprir as necessidades do sector da educação no nosso município”, disse.
O município de Viti Vivali é um dos nove municípios criados à luz da Nova Divisão Político-Administrativa, e tem uma população estimada em mais de 30 mil habitantes. A sua rede escolar é composta apenas por três unidades de ensino, um número que não responde às necessidades do sector.
Para o presente ano lectivo, foram matriculados cerca de 5.929 alunos. Entretanto, existem ainda no município de Viti Vivali cerca de 56 turmas que funcionam ao ar livre.
Por: João Katombela, na Huíla









