Outro dia, meu amigo José Renato Nalini, conselheiro da TV Cultura de São Paulo, a emissora pública brasileira, me provocou com a seguinte indagação: “Willian, afinal, o que é essa tal de TV 3.0? É mesmo a evolução da TV aberta?” A pergunta dele é a mesma de milhares de pessoas que começaram a ouvir falar desta nova revolução nas antenas.
No Brasil, a emissora pública EBC já mon tou uma estação de testes da TV 3.0 na Torre de TV, em Brasí lia. A estrutura permite o início das transmissões experimentais, com os primeiros sinais enviados para testes práticos. Já aqui, em Angola, ainda não há sinais da TV 3.0. Mas o Governo angolano intensificou a expansão da TDT (Televisão Digital Terrestre) no país: o sinal de TV gratuito que chega pela ante na, agora em digital, com imagem mais nítida e sem precisar de parabólica. Uma iniciativa louvável que vai modernizar a rede de transmissão do país.
Mas confesso a você: o que vem por aí, em nível global, com a TV 3.0, vai mu dar completamente a forma como nos sentamos no sofá da sala. Esqueça aquela história de digitar “canal 1” para a TPA1 ou “canal 2” para a TPA2. Na TV 3.0, os números desaparecem. A televisão aberta passa a funcionar como um smartphone: os canais viram aplicativos. Você clica no ícone da sua emissora preferida e o céu é o limite. É a união do sinal aberto e gratuito com a interactividade da internet.
A verdade sobre a imagem: do HD ao 4K O televisor que está na sua ca sa pode ser 4K. Mas sabia que o si nal da TV aberta tradicional ain da não chega com essa qualidade ao seu ecrã? A transição para a TV digital (a TV 2.0), que Angola está a implementar com o padrão ISDB-T (de origem japonesa), já traz melhorias significativas face ao analógico, permitindo trans missões em Full HD. Mas é com a TV 3.0 que o cenário muda de fi gura. O novo sistema vai permitir transmissões com qualidade de cinema: imagens em 4K e até 8K, com cores muito mais vivas e um som imersivo que faz o telespecta dor sentir-se dentro da cena.
Por: WILLIAN CORRÊA









