A cidade de Amdafock, localizada na prefeitura de Vakaga, no Nordeste da República Centro-Africana, enfrenta um fluxo significativo de pessoas deslocadas das áreas vizinhas, há vários dias, refere o Jornal de Bangui
Dezenas de famílias fugiram às pres sas de suas aldeias em busca de refúgio nesta cidade fronteiriça, na esperança de encontrar maior segurança. Segundo fontes locais, esses movimentos populacionais são cau sados por ameaças atribuídas a homens armados do Sudão, pa ís vizinho.
Mulheres, crianças e idosos estão entre os principais deslocados in ternos que chegaram a Amdafock em condições particularmente precárias. Segundo diversos depoimentos recolhidos no local, o medo de possíveis incursões armadas obrigou os moradores a abandonar as suas casas, os seus pertences e as suas actividades agrícolas.
Alguns deslocados afirmam ter caminhado vários quilómetros antes de chegarem à cidade. As autoridades locais reconhecem a preocupante situação humanitária. Indicam que a capacidade da cidade para acolher o crescente número de deslocados internos continua limitada.
As necessidades de alimentação, água potável, cuidados de saúde e abrigo tornam-se cada vez mais urgentes. Esta nova onda de deslocamentos ilustra, mais uma vez, a frágil situação de segurança nas áreas fronteiriças entre a República Centro-Africana e o Sudão, enquanto as tensões e os movimentos de grupos armados continuam a alimentar a ansiedade das populações civis.
Enquanto aguardam possível assistência humanitária e o reforço das medidas de segurança, os habitantes de Amdafock tentam li dar com uma situação que exerce uma forte pressão sobre os recursos já limitados desta cidade sem litoral na região de Vakaga.









