A presidente do Banco do BRICS, Dilma Rousseff, participa em Moscovo da reunião anual do NBD, marcada por debates sobre desenvolvi mento na era tecnológica. Em mensagem enviada ao encontro, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu inovação, conectividade digital e transição energética como eixos para fortalecer os países membros
A presidente do Novo Ban co de Desenvolvimento (NBD), Dilma Rousseff, participa em Moscovo da reunião anual do Conselho de Governadores do banco do BRICS, encontro que discute as prioridades estratégicas do bloco e o papel das instituições financeiras no desenvolvimento global.
Dilma afirmou que fortalecer as capacidades internas dos países membros segue como uma prioridade central do NBD, especial mente em um contexto de trans formações aceleradas pela revolução tecnológica.
O evento, que também aborda os desafios do desenvolvimento na era da inteligência artificial (IA), da infraestrutura digital e da inovação financeira, tem sido tema recorrente nos países do Sul Global ante os desafios estabelecidos em disputas comerciais, sanções uni laterais e tentativa de controle tecnológico por parte de grandes em presas privadas.
O ministro da Fazenda do Brasil, Dario Durigan, enviou uma mensagem ao encontro após não conseguir viajar devido ao fechamento do aeroporto da capital russa por tensões no espaço aéreo.
Participando de forma remota, Durigan enfatizou que o mundo vive um período de mudanças profundas impulsionadas por tecnologias emergentes e que o avanço do desenvolvimento global depende de investimentos adequados, melhor acesso ao financiamento e fortalecimento das capacidades internas dos países.
Ainda de acordo com o ministro, para o Brasil, conectividade digital, inovação e transição energética são pilares essenciais, assim como instrumentos financeiros capazes de reduzir barreiras ao crédito e ao investimento.
O Novo Banco de Desenvolvime no (NBD), instituição financeira do BRICS criada em 2014, tem como missão ampliar o financiamento a projectos de infra-estrutura e desenvolvimento sustentável nos países membros e em economias emergentes.
O banco prioriza investimentos em conectividade digital, transição energética, mobilidade urbana, resiliência climática e modernização logística, além de apoiar iniciativas que reduzam desigualdades regionais e fortaleçam capacidades internas.









