Angola realiza amanhã, quinta-feira, 14 de Maio, a primeira Reunião de Neurorradiologia de Intervenção, um marco considerado histórico para o sector da saúde nacional e para o tratamento de doenças cerebrovasculares no país.
O encontro acontece às 13h00, no Complexo Hospitalar General Pedro Maria Tonha “Pedalé”, em Luanda, e marca oficialmente o início da implementação desta subespecialidade médica em Angola, bem como o arranque de um novo ciclo de formação avançada de médicos angolanos.
A iniciativa integra o Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde (PFRHS), coordenado pelo Ministério da Saúde, que prevê formar cerca de 38 mil profissionais, dos quais 80% no país e 20% no exterior. A cerimónia será presidida pela ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta.
Durante dois anos, médicos angolanos receberão formação especializada em neurorradiologia de intervenção, uma área moderna da medicina que utiliza técnicas minimamente invasivas guiadas por imagem para diagnosticar e tratar doenças do sistema nervoso central, sobretudo patologias cerebrovasculares.
Entre os procedimentos contemplados estão o tratamento do Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquémico agudo, aneurismas cerebrais, malformações vasculares e outras intervenções neurovasculares complexas.
Segundo o Ministério da Saúde, seis médicos angolanos iniciarão já um internato especializado, acompanhado por especialistas internacionais, numa aposta clara na transferência de conhecimento e na criação de capacidade técnica local.
A ministra Sílvia Lutucuta considera que o projecto representa “um compromisso firme do Executivo com a valorização dos profissionais angolanos, a transferência de conhecimento e a construção de um sistema de saúde moderno, autónomo e capaz de responder às doenças de elevada complexidade sem depender exclusivamente do exterior”.
A governante sublinhou ainda que “investir no capital humano é investir directamente na soberania sanitária nacional”, destacando a formação especializada como prioridade estratégica do país.
O Ministério da Saúde considera que a implementação desta especialidade representa um passo decisivo rumo à modernização tecnológica do sistema de saúde, à redução da dependência externa e à melhoria do acesso da população a cuidados médicos altamente especializados.









