Milhares de sinistrados reassentados no centro de acolhimento do Novo Campismo, em Benguela, deixaram, na manhã de quarta-feira, 13, o local de reassentamento, em gesto de protesto contra as más-condições a que dizem estar sujeitos. Reclamavam da falta “quase tudo um pouco”.
Os sinistrados reclama, de entre outros, de falta de regularidade na distribuição de alimento, escassez de colchões para dormir e um sítio melhor para se protegerem de intempéries, com destaque para as chuvas. Embora se esteja em período seco, o município de Benguela recebeu, na madrugada de quarta-feira, 13, algumas pingas de água, facto que os obrigou empurrou para fora do centro, porquanto muitos deles estão a dormir ao relato, por falta de tendas.
As vítimas das cheias discordam do actual modelo de gestão das cozinhas comunitárias aí instadas. Dona Margarida Juliana, cuja casa desabou no bairro do Tchipiandalo, um dos mais afectados de Benguela, sugere que se distribua alimento às famílias e elas próprias passarem a confeccionar os seus alimentos, ao sustentar que o actual modelo tem deixado muitos cidadãos à fome. “A comida não tem chegado para todos. É muito sofrimento”, considera a cidadã, que apela para a sensibilidade das autoridades governamentais, no sentido de que se possa inverter tal cenário que os tem deixado num situação muito complicada.
Jacinto Sivili dizem ter saído dos centro de acolhimento para chamar a atenção às autoridades, com destaque para o governador de Benguela, Manuel Nunes Júnior, sobre a falta de condições naquele recinto de reassentamento. “Lá cheira mal. Nós somos obrigados a suportar cheiro de fezes, porque muitas pessoas fazem as necessidades ao ar livre”, reclamou, acreditando que as 40 latrinas instaladas sob financiamento da Carrinho vão minimizar o problema.
Na Estrada Nacional Número 100, este jornal constatou o sufoco de muitos automobilistas que, no dia de quarta-feira, se viram obrigados a chegar aos locais de trabalho para lá das 9 horas da manhã.
POR: Constantino Eduardo, em Benguela









