Moçambique é a nação da África Subsaariana que registou o maior número de deslocações devido a catástrofes, segundo o “Relatório Global sobre Deslocações Internas 2026” publicado Segunda-feira
De acordo com o relatório publicado pelo Centro de Monitorização das Deslocações Internas (ID MC), uma Organização Não-Governamental (ONG) que faz parte do Conselho Norueguês para os Refugiados, os desastres desencadearam quase 2,9 milhões de deslocações na África Subsaariana em 2025 e Moçambique registou 669 mil deslocações.
“O ciclone Dikeledi desencadeou 167 mil deslocações na província de Nampula, no Norte de Moçambique, no início de Janeiro, e 20 mil em Mayotte [arquipélago francês entre Moçambique e Madagáscar] apenas algumas semanas depois de o ciclone Chido ter provocado mais de 536 mil e 142 mil deslocações, respectivamente”, contextualiza o documento, citado pelo portal Notícias ao Minuto.
Por sua vez, o ciclone Jude seguiu se em Março, desencadeando 493 mil movimentos em Moçambique, afectando muitas das mesmas populações, refere. De acordo com o documento, a costa Leste da África Austral está exposta a ciclones todos os anos entre Outubro e Março, levando frequentemente a deslocações repetidas. “A temporada 2024-2025 ilustrou este padrão.
Ciclones de alta intensidade em sucessão rápida desencadearam 826 mil movimentos em 2025, o segundo valor mais eleva do numa década”, frisa. “Os choques repetidos sublinharam a exposição do país [Moçambique] a vários perigos enquanto recuperava dos impactos persistentes da seca em 2024”, de acor do com a investigação.
Por outro lado, segundo a mesma fonte, “após anos de deslocações significativas por seca no Corno de África e na África Austral, registaram-se menos movimentos deste tipo em 2025”, em parte de vido à elaboração de menos relatórios, sublinha.









