Com 24 anos de idade, Sávio Rujos é considerado por muitos apreciadores da arte como a nova e mais promissora aposta do ilusionismo em Angola. Destaca-se como um artista autêntico, pragmático e encantador, com uma astúcia capaz de “ludibriar” até os olhos mais atentos, através de truques de magia que transformam a realidade por meio de pequenos gestos
Num dos bairros da cidade do Lubango, capital da província da Huíla, longe do asfalto, da internet e até mesmo do acesso à energia eléctrica, nasceu, a 20 de Junho de 2001, um menino que sempre sonhou alto e aspirou a grandes realizações.
Aos dez anos de idade, o pequeno Sávio quis ser enfermeiro, depois bombeiro e, mais tarde, na adolescência, ganhou paixão pelos números, o que o levou a frequentar o curso técnico médio de Finanças. Contudo, a paixão pela arte do ilusionismo surgiu de forma inexplicável e repentina.
Conta que foi ainda adolescente, entre os 14 e os 16 anos de idade, que despertou o interesse pela arte, ao assistir, pela primeira vez, a um mágico ao vivo a exibir os seus truques durante uma actividade de escutismo.
Na ocasião, enquanto alguns vi bravam de euforia e espanto com o espectáculo apresentado e outros acreditavam que o ilusionista era um “endemoniado” que realizava os truques por meio de práticas de feitiçaria, Sávio observava atenta mente e questionava-se sobre como era possível alguém fazer aqui lo de forma tão cativante. Foi assim que passou a pesquisar mais sobre a arte e as suas técnicas.
“Naquele momento, quando vi um mágico a fazer truques de cartas e toda a gente a aplaudir, uns diziam que era feitiço ou que ele tinha pacto com demónios, mas eu, pelo contrário, fiquei fascinado e queria entender como aquilo era possível.
Foi então que comecei a interessar-me pela arte”, explicou o jovem. À medida que o tempo passava, Sávio foi ganhando traquejo na arte e, com cerca de 18 anos de idade, começou a experimentar as primeiras técnicas de forma profissional. Inicialmente, apresentou-se para um público restrito — amigos, colegas de escola e familiares — e, mais tarde, para audiências mais amplas.








