OPaís
Ouça Rádio+
Dom, 15 Fev 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

Ramiro Matos: “Todo o mundo na televisão gosta de aparecer, há muito jornalismo por trás das câmaras”

Sebastião Félix por Sebastião Félix
17 de Outubro, 2025
Em Entrevista

Descontraído, com um olhar sereno, recebeu a equipa do jornal OPAÍS na sua residência para falar dos momentos os quais viveu enquanto jornalista da Televisão Pública de Angola (TPA). Ramiro Matos, que entrou para aquela casa de informação dois anos depois da Independência, aos 8 de Agosto de 1977, como repórter, teve a oportunidade de cobrir a morte do primeiro Presidente de Angola, Agostinho Neto, e outros assuntos com relevância noticiosa no país e no mundo. Ao serviço da TPA, Ramiro Matos ocupou vários cargos de direcção e chefia, visto que, antes e depois de passar para a reforma, em 2014, viu na formação de quadros uma área para “captação” de jornalistas que hoje vão dando cartas em vários pontos do país. No âmbito dos 50 anos da Independência, 11 de Novembro, e também da TPA, 18 de Outubro, Ramiro Matos, entre outras palavras, diz que tem as suas impressões digitais neste processo histórico

Poderão também interessar-lhe...

Gersy Pegado: “A música infantil feita por nós, nos anos 80 e 90, continua a ser a nossa matriz”

Cornélio Caley: “O 4 de Fevereiro de 1961 é o paraíso da liberdade em Angola”

António de Oliveira:“Há actores que, mesmo sem nada, se doam ao teatro por amor e paixão”

Entrou para a Televisão Pública de Angola (TPA) dois anos depois da Independência de Angola. Que memórias tem das pessoas que encontrou na estação?

“Todo o mundo na televisão gosta de aparecer, há muito jornalismo por trás das câmaras” RAMIRO MATOS Entrei para a TPA no dia 8 de Agosto de 1977. Nessa altura, encontrei alguns quadros jovens como o Pedro Ramalhoso, José César Ferrão, Pedro de Almeida, que agora é médico, Manuel Domingos Augusto, que foi Ministro das Relações Exteriores, Dalécio das Neves, que também é médico e o Gilmar Lopes. Esse era o núcleo de jornalistas que existia na época na TPA. Entrei como repórter estagiário e antes de terminar o meu estágio, porque na altura fazia-se um estágio de seis meses, fui indicado para ir fazer uma formação na República da Bulgária.

Quem eram esses profissionais?

Éramos sete jornalistas. Quatro angolanos e dois moçambicanos. No entanto, entre os angolanos estavam o falecido Gustavo Costa, José Caetano, que era de Angop, José Ribeiro também da Angop, Nazaré Van-Dúnem, António Dias dos Santos, que na altura trabalhava na revista Novembro, e o Carlos Garcia, que era quadro da Rádio Nacional da Angola (RNA). Dos moçambicanos, um já chegou a ser embaixador de Moçambique aqui em Angola, o António Matonse. Portanto, pertencemos ao primeiro grupo que foi fazer formação em jornalismo depois da Independência. Depois desta formação, regressamos para Angola e fomos indicados para algumas funções de chefia e coordenação dos trabalhos na redação. Em 1979, com a morte do primeiro Presidente de Angola, Agostinho Neto, a nível de televisão, nós tivemos, digamos assim, o primeiro teste de fogo de uma grande cobertura televisiva.

À época não terá sido uma cobertura fácil?

Foi difícil. Primeiro, pela nossa juventude, do ponto de vista etário e profissional. Estávamos diante, digamos, de uma situação que eu posso dizer que dificilmente se repetirá no país. O país tinha qua- se quatro anos de Independência. As estruturas não estavam consolidadas e houve esse acontecimento triste para os angolanos. Mas, tinha que se fazer a cobertura jornalística. Na altura, fui indicado para fazer parte da coordenação da reportagem sobre este acontecimento. Os meios técnicos e tecnológicos ainda eram rudimentares, mas traçamos um plano que realmente funcionou. A pergunta que coloca tem razão de ser, porque foi extremamente difícil trabalhar naquele ambiente. Um ambiente onde não eram centenas de pessoas, mas sim milhares e milhares de pessoas a chorarem.

Leia mais em

Sebastião Félix

Sebastião Félix

Recomendado Para Si

Gersy Pegado: “A música infantil feita por nós, nos anos 80 e 90, continua a ser a nossa matriz”

por Sebastião Félix
13 de Fevereiro, 2026

Em entrevista ao jornal OPAÍS, a cantora Gersy Pegado, integrante das Gingas do Maculusso, disse que começou a dar os...

Ler maisDetails

Cornélio Caley: “O 4 de Fevereiro de 1961 é o paraíso da liberdade em Angola”

por Sebastião Félix
6 de Fevereiro, 2026
JACINTO FIGUEIREDO

Numa conversa descontraída, o historiador Cornélio Caley falou de um dos grandes momentos da história política angolana na era colonial....

Ler maisDetails

António de Oliveira:“Há actores que, mesmo sem nada, se doam ao teatro por amor e paixão”

por Sebastião Félix
30 de Janeiro, 2026
Carlos Augusto

O teatro, arte de representar em palco géneros como comédia, drama e tragédia, com raízes na Grécia antiga, foi o...

Ler maisDetails

Paulo Miranda Júnior: “Há dois edifícios que eu não entrarei por livre e espontânea vontade na cidade”

por Sebastião Félix
23 de Janeiro, 2026 - Actualizado a 27 de Janeiro, 2026
Daniel Miguel

A equipa de reportagem do jornal OPAÍS dirigiu-se à Rádio Marginal, na Vila Alice, para, em sede das comemorações dos...

Ler maisDetails

Bombeiros consideram “calmo” balanço do primeiro dia do desfile infantil

14 de Fevereiro, 2026

FAF e Patrice Beaumelle terminam relação no Dia dos Namorados

14 de Fevereiro, 2026

Grupo carnavalesco Cassules do Brinca na Areia estreia na Nova Marginal

14 de Fevereiro, 2026

Cassules do 10 de Dezembro repudiam abuso sexual no Carnaval 2026

14 de Fevereiro, 2026
OPais-logo-empty-white

Para Sí

  • Medianova
  • Rádiomais
  • OPaís
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos

Radiomais Luanda

99.1 FM Emissão online

Radiomais Benguela

96.3 FM Emissão online

Radiomais Luanda

89.9 FM Emissão online

Direitos Reservados Socijornal© 2026

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.