EMPEMA-ENSA BANCO BAI MINEA SOCIJORNAL
OPaís
Ouça Rádio+
Dom, 10 Mai 2026
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Jornal O País
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Sem Resultados
Ver Todos Resultados
Ouça Rádio+
Jornal O País
Sem Resultados
Ver Todos Resultados

O ensino fragmentado da Língua Portuguesa

Jornal Opais por Jornal Opais
20 de Janeiro, 2025
Em Opinião

O ensino de uma língua deve obedecer a princípios e regras. De facto, concordamos com isso, mas desde que ele não se baseie única e exclusivamente nesses critérios.

Poderão também interessar-lhe...

CONTOS D’OUTROS TEMPOS: Dikwanza: o mestre que tudo fazia, mas nada entendia – Vidas de Ninguém (XXI)

Segurança informacional ou “informações falsas”?

O modelo de gestão vencedor do Petro de Luanda

Entretanto, as redes sociais têm trazido mais embrulhos do que propriamente ensino consciente e digno das nuances que circunscrevem a língua portuguesa.

Neste viés, a fragmentação e mecanização linguística estão a transformar estudiosos em decoradores de regras gramaticais, sem ao menos, infelizmente, uma reflexão à volta dela, qual dizia um professor: “o ensino e aprendizagem de qualquer que seja a ciência precisa ser reflexivo.”

Assim sendo, neste texto, vamos observar algumas abordagens equivocadas e mecânicas que se tem feito diante das palavras PORQUE, POR QUE, PORQUÊ e POR QUÊ. No entanto, ater-nosemos apenas em PORQUE, embora seja evidente que, ligada à PORQUÊ, é a expressão mais problemática.

Conforme espelham as gramáticas da Língua Portuguesa, o PORQUE sem acento possui muitas funções semânticas, tendo em atenção os contextos aos quais foi empregado.

Desse modo, hoje nos importa sua relevância dentro da morfologia, nos casos em que se utiliza como um elemento interrogativo. Consequentemente, alguns formadores, professores e estudantes de português, cujas curiosidades lhes roubam a coerência, afirmam, categoricamente, que se usa o PORQUE apenas quando este apresentar-se qual uma conjunção adverbial causal ou explicativa, para dar uma resposta, sobretudo.

Asseveram também que, em nenhuma circunstância, devemos usá-lo quão um elemento interrogativo. Refutando-os, veementemente, o autor da Gramática para Concursos Públicos, Fernando Pestana, considera essas asseverações como quimeras da língua. Além disso, a Gramática Prática de português, da Comunicação à Expressão, de M. Olga Azevedo; M. Isabel Pinto; M.

Carmo Lopes, página 259, diz-nos, claramente, que é possível, sim, usá-lo para formularmos uma questão, por exemplo, em “PORQUE não entraste?” Além desta gramática, Ester Edite, em Dúvidas de Português, página 16, acrescenta, dizendo: “morfologicamente, o PORQUE é um advérbio interrogativo, pois é possível empregá-lo, normalmente, numa frase interrogativa.”

Por exemplo, em “PORQUE olhar-me tanto assim?” Para finalizarmos, portanto, D’Silvas Filhos, no seu Prontuário de Erros Corrigidos de português, na página 110, vai mais longe, observando que, tanto o PORQUÊ, assim como PORQUE, servem, nalguns contextos, como elementos frásicos de interrogação directa.

Por exemplo, em “PORQUÊ esses PORQUÊS são tão difíceis de serem apre(e)ndidos?” Ou, em “PORQUE não vieste cedo hoje?” Diante disso tudo, aflorar que ensinar é um exercício imprescindível, essencialmente quando expomos um aprendiz à língua, a fim de que este reflicta mais no seu aprendizado e não obrigá-lo a decorar regras que num futuro próximo venham criar-lhes complexidades no domínio da escrita, fundamentalmente se nos apegarmos somente nos estudos gramaticais brasileiros e ignorarmos outras realidades linguísticas adversas a elas.

 

Por: GABRIEL TOMÁS CHINANGA

Negócios Em Exame Negócios Em Exame Negócios Em Exame

Recomendado Para Si

CONTOS D’OUTROS TEMPOS: Dikwanza: o mestre que tudo fazia, mas nada entendia – Vidas de Ninguém (XXI)

por Domingos Bento
8 de Maio, 2026

Mestre Dikwanza era um homem sem pá tria e sem papéis. Vindo da República Democrática do Congo, cruzou a fronteira...

Ler maisDetails

Segurança informacional ou “informações falsas”?

por Jornal OPaís
8 de Maio, 2026

Num tempo em que guerras já não se travam ape nas com armas convencionais, mas também com dados, manipulação digital,...

Ler maisDetails

O modelo de gestão vencedor do Petro de Luanda

por Jornal OPaís
8 de Maio, 2026

Há clubes que vencem campeonatos, há outros que marcam épocas e existem aqueles raros que conseguem transformar-se numa referência institucional,...

Ler maisDetails

O futuro da África Austral não está a ser decidido nos estádios — mas à volta das mesas

por Jornal OPaís
8 de Maio, 2026

Enquanto milhões de africanos continuam a olhar para o desporto apenas como entretenimento, competição ou espectáculo, uma transformação silenciosa começa...

Ler maisDetails

Radiomais em 4 Vozes: Novos Podcasts

Ministério da Educação reforça rede escolar do Cubango com mais de 10 mil carteiras

10 de Maio, 2026

PR autoriza concurso público para requalificação urbana do Dundo

10 de Maio, 2026

Norovírus infecta mais de 100 pessoas no cruzeiro nas Bahamas

10 de Maio, 2026

Mais de 30 mil profissionais de saúde serão formados até 2028

10 de Maio, 2026
Facebook Twitter Youtube Whatsapp Instagram

Para Sí

  • Radio Maís
  • OPaís
  • Media Nova
  • Negócios Em Exame
  • Chiola
  • Agência Media Nova
  • Contacto

Categorias

  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Publicações
  • Vídeos

Condições

  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Termos & Condições

@ Grupo Media Nova | Socijornal

Sem Resultados
Ver Todos Resultados
  • Política
  • Economia
  • Sociedade
  • Cultura
  • Desporto
  • Mundo
  • Multimédia
    • Publicações
    • Vídeos
Ouça Rádio+

© 2024 O País - Tem tudo. Por Grupo Medianova.

Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você está dando consentimento para a utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.