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Especialistas destacam simbolismo histórico e oportunidades estratégicas na visita de Biden a Angola

Na sequência do discurso do Presidente dos estados unidos, Joe Biden, em Luanda, o especialista em relações internacionais, Osvaldo Mboco, e o presidente da Câmara de Comércio Angola-EUA, Pedro Godinho, analisaram os principais pontos da intervenção de Biden e falaram sobre o simbolismo histórico e as oportunidades estratégicas que a visita representa para as relações bilaterais entre os dois países

João Feliciano por João Feliciano
5 de Dezembro, 2024
Em Política

Para Osvaldo Mboco, a escolha estratégica do local do discurso de Biden relembra a ligação histórica entre Angola e os Estados Unidos no contexto da escravatura.

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“O Presidente Biden falou sobre os laços históricos entre os dois países, referindo-se ao facto de muitos escravos angolanos terem sido levados para os Estados Unidos”, apontou Mboco, destacando que a escolha carrega um forte simbolismo cultural e histórico.

Por outro lado, Mboco acredita que esta visita poderá marcar uma nova fase nas relações entre os dois países. “Agora, cabe a Angola fazer o trabalho de casa, identificar as suas prioridades e aproveitar o momento áureo nas relações com os EUA”, afirmou.

Ademais, lembrou sobre os investimentos norte-americanos nas energias renováveis e no Cor- redor do Lobito, uma infra-estrutura estratégica que atrai atenção internacional.

Segundo Osvaldo Mboco, o Corredor do Lobito é essencial não só para a economia nacional, mas também para o equilíbrio geopolítico, e contrabalançar a influência chinesa no continente africano.

“Se conseguirmos desenvolver a indústria transformadora ao longo deste corredor, será um grande avanço para os interesses dos nossos países”, acrescentou.

Impacto económico e geopolítico

Por seu lado, Pedro Godinho ressaltou a importância do Corredor do Lobito, afirmando que o mesmo facilitará o escoamento de minerais raros, essenciais para a transição energética universal.

“Estes minerais serão importantes para a produção de baterias e carros eléctricos, consolidando o papel de Angola como fornecedor estratégico para o Ocidente”, disse Pedro Godinho.

Afirmou ainda que, mesmo com a mudança de administração nos Estados Unidos, que estará a partir de Janeiro sob liderança de Donald Trump, os interesses económicos e comerciais deverão prevalecer.

“O Presidente Trump, sendo um homem de negócios, verá no Corredor do Lobito uma grande oportunidade. Inclusive, apoiantes como o Ellon Musk poderão explorar parcerias na região, dada a sua importância estratégica”, argumentou.

Reconhecimento ao papel pacifista de Angola

Biden elogiou ainda a postura do Presidente João Lourenço ao condenar a invasão russa à Ucrânia e reafirmou o compromisso de Angola com a paz e a estabilidade em África e no Médio Oriente.

Neste quesito, Ovaldo Mboco referiu que este reconhecimento reforça a imagem de Angola como um actor relevante na gestão de conflitos internacionais.

Perspectivas para o futuro

Os dois especialistas concordam que a visita de Joe Biden abre uma janela de oportunidades para Angola, desde que o país saiba capitalizá-las. “Angola precisa aproveitar este momento para atrair investimentos e impulsionar o desenvolvimento das suas indústrias estratégicas”, concluiu Godinho.

“Temos jovens em todo o país e na diáspora, incluindo ex- membros da UNITA e do MPLA, mas evitamos expor publica- mente essas desvinculações. Queremos devolver à política a dimensão ética e axiológica”, concluiu.

Ademais, reforçou que o tribunal tem até dois meses para se pronunciar, e caso surjam irregularidades, o grupo dispõe de até cinco meses adicionais para corrigir o processo.

Nos últimos meses, o cenário político no país tem assisti- do a uma crescente diversificação com a legalização de novos partidos políticos. Este movimento reflecte não apenas o interesse de diversos segmentos da sociedade em participar activamente na construção do futuro político do país, mas também os desafios ainda enfrentados pelas novas formações políticas no cumprimento das rigorosas exigências da lei.

Entre os partidos recente- mente legalizados, destaca-se o PRA-JA Servir Angola, de Abel Chivukuvuku, após anos de “luta” junto do Tribunal Constitucional. A legalização de partidos políticos no país é um processo regulado pela Lei dos Partidos Políticos (Lei n.º 22/10 de 3 de Dezembro).

As exigências incluem a recolha de pelo menos 7 mil 500 assinaturas válidas, com representatividade de todas as províncias do país, e o cumprimento de prazos rigorosos. Regra geral, muitos projectos acabam por ser inviabilizados devido aos erros processuais ou falta de recursos.

João Feliciano

João Feliciano

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