A província de Benguela continua a viver aquilo que a Sonangol Distribuição e Comercialização qualifica de ‘‘procura atípica’’ por combustível. O cenário tem empurrado vários automobilistas para longe do conforto das suas camas, porquanto se vêem obrigados a pernoitar nas bombas à espera daquilo que ‘‘roubou’’ à água a qualidade de ‘‘líquido precioso’’: o combustível. Esse cenário já tem vindo a encarecer o preço do táxi. No entanto, a petrolífera angolana garante disponibilidade de combustível
A pesar de a Sonangol ter tranquiliza do a população com a disponibilidade de stock para fazer face à de manda, continua o cenário de falta de combustível em muitas bombas na província de Benguela.
O cenário que se vive é bastante desolador para mui tos, com um número significativo de automobilistas e motoristas obrigados a pernoitar em bombas de combustíveis, por haver, como justificou o automobilista Paulo Pedro, a tendência de as mesmas serem abastecidas mais em período nocturno.
Esse quadro tem contribuí do para que o nosso entrevista do não ligue o ar-condicionado do carro há, sensivelmente, 15 dias, para além de ter ganhado o hábito de andar com bidões de 20 litros no carro para reservar aquilo que ele diz estar a «roubar» à água a qualidade de «líquido precioso», contra todos os riscos aí decorrentes.
“Mas, não temos como. E para conseguir já os tais litros?! Estamos a viver uma situação muito difícil”, vincou o cidadão, esperançado de que as autoridades olhem para o cenário e o invertam quanto antes.
“Estamos também a correr riscos de vida. Ter de estar aqui exposto”, reclama um outro automobilista de nome Simão, ao acrescentar que há quinze dias que não sabe o que é chegar cedo ao local de trabalho, por conta desse quadro o qual considera de «autêntica incompetência e inconcebível.
Era mais fácil, até poderíamos entender, se a Sonangol nos dissesse que a guerra no médio oriente contribuiu”, sugere.
Nas bombas pelas quais este jornal passou, maior par te das quais no casco urbano da cidade de Benguela, era visível o desespero de muitos automobilistas, assim como de bombistas que não sabiam se podiam ou alimentar a esperança de que a qualquer momento te riam os camiões para a descarga do produto e, acto contínuo, eles puderam, também, abastecer os automóveis. Eram filas enormes de carros e motos e cidadãos perfilados com bidões.
Estes últimos para o mercado informal, que têm encontrado no cenário uma oportunidade propícia para encarecer o produto. Um litro, nos vendedores paralelos, sai a mil kwanzas e, por consequência, a corrida de moto também au mentou. Nos dias que correm, conforme constatação feita por este jornal, quase que já não há
corrida de 200 kz, porque, segundo justificou o moto-taxista (kupapata, como é vulgarmen te conhecida essa franja social) Tony Nuno, “já não existe gasolina de 300 kz nessas senhoras”.
Algumas vendedoras, quando questionadas, justificaram com a dificuldade de abastecimento face à rejeição de que têm si o vítimas em muitas bombas e, por isso, obrigadas a accionar «o esquema (corrupção, entenda-se)» para poderem ter a gasolina. Entre os taxistas, há quem também tenha aumenta do a corrida de Benguela a Lo bito e vice-versa. De 500 kz, passaram a cobrar 600 kz.
Sonangol descreve ‘‘procura atípica’’ No seu comunicado torna do público recentemente, a Sonangol Distribuição e Comercialização admite um aumento significativo de procura de combustíveis em várias regiões do país, com destaque para as províncias de Benguela, Huíla e Namibe.
A petrolífera angolana não se refere à província do Huambo, mas este jornal constatou cenário semelhante à província de Benguela naquela região planáltica do país.
De acordo com o comunicado da concessionária angolana, a situação vivida nas aludidas regiões ocorre em um contexto de crescimento repentino e atípico da procura, associado à circulação de rumores de uma eventual alteração dos preços dos combustíveis, o que – conforme sinaliza – gerou pressão acrescida sobre a cadeia de logística de abastecimento em vários postos do país.
A Sonangol tranquiliza, no entanto, e diz que o país dispõe de combustível suficiente para responder à procura e que, em coordenação com os diferentes operadores do sector, tem em curso um plano de estabilização da rede de abastecimento, ao assegurar, no comunica do de há alguns dias a que este jornal teve acesso, que decorriam operações de reposição de combustíveis, por via terrestre e marítima “para diversas províncias do país”.
Muitos responsáveis de bombas de combustíveis não quiseram explicar ou adiantar mais nada à reportagem deste país com o argumento de que a posição da Sonangol manifestada, recentemente, acaba, de certo modo, por diluir as suas posições.
Por: Constantino Eduardo, em Benguela









