A Central Térmica de Malembo, principal fonte de produção de energia na província, já não está em condições para atender à demanda e às necessidades energéticas locais. Dos 145 MW instalados, a província produz menos de 90 MW, uma quantidade aquém das necessidades do mercado, provocando, com isso, restrições no seu fornecimento. Segundo a governadora de Cabinda, Suzana de Abreu, “para estarmos mais ou menos bem, precisamos de 400 MW para poder resolver o problema da energia eléctrica”
A produção e fornecimento de energia eléctrica à população de Cabinda vai de mal a pior, continuando com as restrições de abastecimento à cidade, bairros periféricos e aos municípios do interior.
Além da central térmica de Malembo, Cabinda conta ainda com as centrais do Chibodo com capacidade de 30 MW, mas só produz 4 MW e a da Santa Catarina com 10 MW instalados, mas só produz 2 MW.
Numa recente entrevista que concedeu à ‘Rádio Mais Cabinda’ e demais órgãos, a governadora de Cabinda, Suzana de Abreu, questionada sobre o assunto, disse que o problema da energia lhe preocupa bastante ao ponto de lhe tirar o sono.
“O problema de energia eléctrica não me deixa feliz e preocupa-me bastante”, assumiu. A capacidade de produção de energia eléctrica está concentrada na central térmica de Malembo, onde existem cinco (5) turbinas instaladas, das quais duas com capacidade de 35 MW cada uma, a GT1 e a GT2, e três outras, GT3, GT4 e GT5, com 25 megawatts cada uma.
De acordo com a governadora, a GT1 e a GT2 foram adquiridas em 2012, com um tempo de utilização bastante longo, enquanto a GT3 foi adquirida em 2016.
“Basicamente só temos duas turbinas relativamente novas (GT4 e GT5) que foram adquiridas entre 2021/2022, com capacidade instalada de 25 MW cada uma delas”, referiu Suzana de Abreu. Actualmente, a província de Cabinda dispõe, teoricamente, de uma capacidade instalada de 145 MW, mas apenas menos de 90 megawatts são produzidos.
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Por: Alberto Coelho, em Cabinda








