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É de hoje… As ‘manchas negras’ da Saúde

Dani Costa por Dani Costa
26 de Fevereiro, 2026
Em Opinião

Desde que o Presidente João Lourenço assumiu as rédeas, Angola tem visto crescer as suas infraestruturas no sector da saúde. Num ápice, entre 2017 e 2026, que vivemos agora, assistiu-se à construção e inauguração de hospitais municipais e muitos gerais feitos no âmbito do Executivo central.

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Na base, apesar das críticas que apontam que não há atenção em relação às unidades mais básicas, a nível das comunas e municípios, através do Programa Integrado de Intervenção aos Municípios (PIIM) e outros de combate à pobreza, também surgiram infra-estruturas como postos e centros de saúde.

Para os próximos tempos, tanto a nível dos cuidados primários, como dos mais elevados, assistiremos ainda, provavelmente antes do final do mandato do Presidente, a inauguração de outros hospitais, sofisticados, muitos dos quais hoje estão à altura daqueles que são frequentados por muitos angolanos na Europa, América e até Ásia.

Aos poucos, as imagens degradantes, com infraestruturas inóspitas e malcheirosas, como era o antigo Hospital Sanatório, vão sendo parte de um passado em certas cidades e províncias. E hoje vemos imóveis modernos com equipamentos de ponta. Com tecnologias de última geração, capazes de conectar com médicos em hospitais de referência mundial para se atender aos casos mais complexos.

Quem se dirige a estes hospitais tem a plena consciência de que vai esperar um atendimento de excelência. Aliás, em muitas instituições, têm sido estes os relatos transmitidos pelos utentes, independentemente da espera que alguns possam ter, devido ainda à escassez de especialistas ou mesmo ao número de pacientes que acorrem às unidades.

Infelizmente, em alguns destes novos hospitais, vão surgindo casos de autêntica negligência e até falta de humanismo por parte de muitos profissionais, incluindo daqueles que, depois de muitos anos de formação, foram submetidos ao juramento de Hipócrates.

Recentemente, dois casos chamaram a atenção dos cidadãos, sendo um primeiro no Hospital Materno- Infantil Azancot de Menezes, em Luanda, e outro no Hospital Geral do Bengo por práticas que acabaram por resultar na perda de vida de pacientes que poderiam ter sido salvos.

Já no ano passado, outras situações semelhantes aconteceram, tendo o pelouro da ministra Silvia Lutucuta usado a mão pesada para se procurar inverter o quadro para não haver impunidade. Quem frequenta os hospitais públicos, com certeza, tem noção da azáfama que se vive sobretudo, nos horários mais críticos.

Havendo ainda um médico para centenas de pacientes, mas ainda assim não se pode sequer esperar que destes e todos os que os auxiliam surjam actos evitáveis, mas que infelizmente vão acabando por chamuscar a imagem da instituição e todo um esforço que vai sendo feito no sentido de proporcionar aos angolanos uma saúde de qualidade.

Nalguns casos, depois dos respectivos inquéritos, há necessidade, sim, de responsabilização aqueles que prevaricam. Caso contrário, o cenário continuará o mesmo

Dani Costa

Dani Costa

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