Mais de 70 líderes de diferentes cooperativas no município do Cassongue, província do Cuanza Sul, estão a ser capacitados para melhor desenvolver a acção de cooperativismo nas suas localidades.
O presidente da cooperativa Tumboluco, Auxílio Antunes, afirmou que a formação foi bem-vinda, tendo em conta que anteriormente não tinham noção de como funciona a cooperativa, isto porque, sempre que tivessem um bem, este era dividido para todos e cada um dava o tratamento individual, diferente do que aprendeu ontem, onde os bens trabalham para a finalidade da cooperativa e devem ser preservados na sede e não nas casas dos membros.
“Estamos a aprender. No passado, nós iniciámos mesmo muito mal. Porque nós até pensávamos que, quando alguma coisa aparece na cooperativa, cada um leva uma parte para casa dele e faz aquilo que quiser. Mas com essa formação que estamos a ouvir hoje, e a partir de agora vamos aprender, ter mais rendimento e desenvolver”, disse Auxílio Antunes.
Por outra, o presidente deve dar liberdade para que outros membros apresentem as suas opiniões e analisar para o resultado comum. Na lavra da comunidade, os membros semearam milho, feijão, tomate e batata-rena.
A presidente da Caixa Comunitária de Crédito da Cooperativa Agropecuária Epandi, 4 de Fevereiro, Anita Faustino, aprendeu durante a formação que os líderes das cooperativas devem trocar experiências e saber ouvir os seus membros. As decisões não devem ser tomadas individualmente, mas na presença de todos ou da maioria.
“No princípio, nós não tínhamos comunicação com outros líderes e, neste momento, aprendemos na formação que devemos fazer troca de experiência com todos os líderes de outras cooperativas, em geral, para melhor troca de experiência”, disse Anita Francisco.
Anita explicou que é camponesa e apenas realizava esta actividade. Um certo dia, a equipa do FAS chegou à sua localidade, na altura estava na lavra, e foi-lhe proposta a formação de uma cooperativa, depois de apresentar as suas ideias de negócios. Optou por se inscrever e passou a fazer parte da cooperativa.
Por seu turno, o coordenador da componente de inclusão produtiva para a região centro-sul, Custódio Satiaca, explicou que os técnicos desta componente estão já há algumas semanas numa missão na província do Cuanza Sul, onde inicialmente foi feito um diagnóstico das cooperativas para constatar in loco o nível de funcionalidade e organização das mesmas cooperativas, pelo que resultou o processo de formação das lideranças das cooperativas no município de Cassongue.
“Como sabem, as cooperativas representam um modelo de organização. Este modelo tem princípios próprios, talvez pudéssemos citar alguns, como é o caso da adesão voluntária, já que estamos aqui diante de um programa de protecção social, Kwenda”.
De acordo com Custódio Satiaca, apesar de haver adesão voluntária, tudo quanto se pretende é que essas cooperativas desenvolvam um espírito de autonomia e independência. Em função deste objectivo, estão no município a aprimorar aspectos relacionados com a boa gestão e colaboração, para que aconteça um crescimento do ponto de vista da produção e da produtividade nessas cooperativas.
Lembrou que, a nível da província do Cuanza Sul, existem 15 cooperativas e, no município de Cassongue, estão a ser formados os líderes de cinco cooperativas.
Aqueles municípios que já receberam formação, os sete milhões de kwanzas de cada cooperativa e equipamentos agrícolas, o processo de diagnóstico mostrou que estes recursos existem e estão a crescer, mas, sendo um modelo de organização, precisa ser melhor conhecido e desenvolvido entre os membros das cooperativas.





