A falta de infraestruturas, como escolas em boas condições, bem como a escassez de professores, continua a preocupar as autoridades administrativas da província da Huíla, sobretudo nesta época do ano, em que começa oficialmente o período chuvoso, particularmente nos municípios mais longínquos do território huilano.
João Katombela, na Huíla
A informação foi avançada ontem à imprensa pelo director do Gabinete Provincial da Educação na Huíla, Fernando Sakolela, que disse que a província apresenta um défice acima da média em salas de aula, acrescentando que ainda existe um grande número de salas de aula que funcionam ao ar livre.
“A província da Huíla continua a enfrentar um défice estimado em 1 880 salas de aula. Esta realidade obriga-nos a continuar a trabalhar com o Governo Provincial, as administrações municipais e demais parceiros na identificação das zonas mais críticas. Neste ano lectivo, será reforçado o levantamento das escolas que funcionam em condições precárias, com salas improvisadas ou com recurso a múltiplos turnos, particularmente nas zonas onde a pressão demográfica e escolar é mais elevada”, disse.
Por outro lado, Fernando Sakolela revelou que a falta de recursos humanos, como professores e quadros administrativos, faz com que o processo de ensino e aprendizagem seja conduzido com elevadas dificuldades.
“Continuamos a enfrentar uma necessidade significativa de recursos humanos. O sector apresenta um défice estimado de 9 512 professores, bem como de 3 329 trabalhadores administrativos e auxiliares. A insuficiência de professores afecta directamente o rácio aluno-professor, a organização das turmas e a qualidade do acompanhamento pedagógico. Por isso, a valorização e o reforço dos recursos humanos continuarão a constituir uma das nossas prioridades”, revelou.





