Angola realiza, nesta Terça-feira, 8, as primeiras cirurgias robóticas renais no país, no âmbito da 8.ª Campanha de Cirurgias Robóticas, que decorre no Complexo Hospitalar Cardeal Dom Alexandre do Nascimento (CHDCP), em Luanda.
A nova fase do programa prevê a realização de procedimentos em cerca de sete pacientes, entre homens e mulheres, com diferentes patologias renais.
Promovida pelo Ministério da Saúde, sob liderança da ministra Sílvia Lutucuta, a iniciativa enquadra-se na estratégia de modernização dos cuidados de saúde, introdução de tecnologias diferenciadas e reforço das competências dos profissionais angolanos.
O Programa de Cirurgias Robóticas em Angola teve início em Agosto de 2024. Desde então, foram realizados 145 procedimentos cirúrgicos robóticos no País, ao longo das campanhas desenvolvidas.
Além dos procedimentos, o programa tem apostado na capacitação dos profissionais nacionais. Até ao momento, foram formados 15 médicos cirurgiões angolanos, bem como enfermeiros provenientes de diferentes unidades sanitárias do País, com actuação nas áreas de enfermaria, bloco operatório e esterilização.
Médicos angolanos assumem progressivamente a consola
Um dos resultados destacados pelo programa é a participação crescente dos médicos angolanos na utilização da consola robótica.
Na primeira fase da 8.ª campanha, a equipa de Ginecologia, constituída por profissionais angolanos, realizou 10 procedimentos cirúrgicos entre os dias 3 e 6 de Setembro, com os médicos nacionais a assumirem progressivamente a consola sob supervisão de especialistas provenientes do Brasil.
A participação dos profissionais angolanos é apontada como um passo para o reforço da capacidade técnica nacional e para a redução progressiva da dependência de especialistas externos.
A estratégia do Ministério da Saúde não se limita à utilização de tecnologia avançada, mas inclui igualmente a transferência de conhecimento, a formação especializada e a criação de equipas nacionais capazes de assegurar a continuidade dos procedimentos.
A perspectiva é de expansão progressiva da cirurgia robótica no país, acompanhada do reforço da formação e especialização dos profissionais nacionais.
Nesse âmbito, está previsto o alargamento do programa a outras unidades hospitalares, nomeadamente ao Hospital Geral de Cabinda e ao Hospital Materno-Infantil Azancot de Menezes, com o propósito de ampliar o acesso a técnicas cirúrgicas diferenciadas e descentralizar progressivamente estas competências.
Com a realização das primeiras cirurgias robóticas renais, Angola entra numa nova etapa do programa, marcada pela ampliação das áreas de intervenção e pelo crescente envolvimento dos profissionais nacionais.












