O Instituto para a Comunicação Social da África Austral (MISA-Angola), cuja sigla vem do inglês, realiza desde ontem, na cidade de Luanda, uma acção formativa dirigida a jornalistas angolanos em matérias de cibersegurança, ética e deontologia profissional.
Na formação, participam mais de 10 jornalistas provenientes das províncias do Bengo, Cunene, Huíla, Huambo, Bié, Benguela, Cuanza Sul, Luanda, Lunda Sul, Lunda Norte e Cuanza Norte, com o objectivo de elevar a literacia dos profissionais da comunicação social no país, visando a melhoria da qualidade do serviço prestado.
Hoje foi ministrado um tema sobre a ética na perspectiva jurídica. O referido tema foi apresentado pelo jurista e antigo secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA), Teixeira Cândido.
Na ocasião, Teixeira Cândido disse que há um grande desafio em distinguir o jornalista dos influenciadores digitais ou dos cidadãos que utilizam as redes sociais para expressar as suas ideias e opiniões.
“É um grande desafio hoje no nosso contexto. A nossa grande questão é: em que medida ou o que distingue hoje os jornalistas dos influenciadores e dos cidadãos que usam as redes sociais? O que diferencia o jornalismo convencional ou tradicional do chamado jornalismo cidadão?”, questionou.
Ainda de acordo com Teixeira Cândido, a deontologia é hoje o principal elemento distintivo, sendo que o jornalista que cumpre rigorosamente a deontologia profissional não só se distingue das redes sociais e dos influenciadores, como também oferece à sociedade um produto de qualidade que lhe permite continuar a ser valorizado como um elemento estruturante da democracia.
POR: João Katombela, na Huíla









